Tempo fermentação primária

Discussão em 'Fermentação' iniciado por dfbalan, 14/9/18.

  1. 14/9/18 #1

    dfbalan

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    Boa noite pessoal!

    Neste último sábado, dia 08/09/2018, fiz uma American Ipa. Foram cerca de 41 litros para o fermentador, e usei 4 pcts de US-05, devidamente hidratados.

    Acabei de verificar o air-lock e ainda há bolhas de ar saindo, mas de forma bem lenta.

    Estou fermentado a temperatura de 19*C, e o sensor de temperatura esta colocado junto ao balde fermentador, usando um isolante térmico.

    Alguém saberia dizer quanto tempo, em média, dura a fermentação primária? Minha fermentação está dentro do tempo normal? Qual foi o temo máximo que vocês viram o air lock trabalhando na suas fermentações?

    Obrigado pela ajuda cervejeiros!!!
     
  2. 14/9/18 #2

    jorge1470

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    Taquara RS
    verifica a og e aumenta a temperatura pra 24graus e deixa uns 4 dias e confere a og no terceiro dia e no quarto se estabilizou passa pra maturação a 0º
     
  3. 14/9/18 #3

    jeanpaullopes

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    Devíamos trocar o logo do fórum para:
    "KEEP CALM AND AIR-LOCK NÃO É DENSÍMETRO."

    Brincadeira.

    Fermentação primária se mede com densímetro e sabe-se o final dela quando não há mais atenuação (consumo dos açúcares). Este consumo gera álcool e CO2 (as famosas bolhas do air-lock). Porém nem todo o CO2 é desprendido de uma única vez, ou seja, mesmo sem consumo de açúcar, pode haver desprendimento de CO2 residual. Também a parada de atenuação pode ser uma fermentação complicada ou travada. No teu caso tua quantidade de fermento está no ideal, então esta situação dificilmente deva ocorrer.

    Depois de atenuar totalmente é indicado um período de espera (fermentação secundária, maturação, descanso de diacetil, tem vários nomes) de uns 7 dias na temperatura mais alta da fermentação para que as leveduras limpem a bagunça que fizeram quando se banquetearam com os açúcares. Só depois disto parta para cold-crash/maturação a frio em temperatura perto de 0ºC.

    Em relação ao tempo, a primária pode levar de 2 a 4 dias em média, dependendo das temperaturas de fermentação e da quantidade/qualidade da levedura e mesmo da cepa utilizada.

    um abraço,

    Jean Paul Lopes
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  4. 14/9/18 #4

    jeanpaullopes

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    @jorge1470

    tua resposta ficou um tanto quanto confusa e pode levar a um entendimento equivocado.

    Seria algo como, depois de terminada a fermentação primária, verifique a OG, suba a temperatura, espere os 4 dias, teste a OG e só então vá para o cold crash. |ficou parecendo que todo o processo de fermentação se resume a 4 dias (não que não seja possível fazer isto).

    um abraço,

    Jean Paul Lopes
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  5. 14/9/18 #5
  6. 14/9/18 #6

    dfbalan

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    Hummm... jeanpaullopes eu não sabia que poderia haver desprendimento de CO2 residual, e por isso do air-lock. Em um pensamento muito simplista da minha parte (e agora caiu a ficha que o meu raciocínio estava errado) se o air-lock funcionava era pq havia fermentação.

    Perfeito. Vou fazer as medições com o densímetro e continuar o processo!

    Valeu pela ajuda pessoal!!!
     
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  7. 14/9/18 #7

    dfbalan

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    E diga-se, perfeita a observação "KEEP CALM AND AIR-LOCK NÃO É DENSÍMETRO."

    :cool:
     
  8. 14/9/18 #8

    jeanpaullopes

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    N
    Só não é desconhecido como também é negligenciado. Sempre há CO2 dissolvido na cerveja em função da fermentação. Isto até interfere na medição com o densímetro (as bolhas de gás se aderem ao densímetro e fazem uma leitura menor).

    Além disto este CO2 dissolvido deve ser levado em conta para se calcular o primming. Se reparar nas calculadoras de primming é pedido a temperatura da cerveja (no caso a maior temperatura de fermentação) pois ela indica quando de CO2 ainda ficou na cerveja.

    Um abraço,


    Jean Paul Lopes
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  9. 19/9/18 #9

    dfbalan

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    Jean, sobre a maior temperatura de fermentação da cerveja, devo informar a maior na fermentação primária ou secundária?
     
  10. 19/9/18 #10

    jeanpaullopes

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    A maior ... após atenuar todo o possível.

    A ciência por detrás é que quanto maior a temperatura menor a solubilidade do CO2 no líquido, portanto quanto mais quente, menos CO2 residual há na cerveja "não carbonatada". Pela mesmo motivo é que se prefere carbonatar as cervejas geladas (forçada) e que as coca-colas/cervejas quentes espumam mais que as geladas.


    Jean Paul Lopes
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  11. 20/9/18 às 12:51 #11

    erikdsba

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    Bacana este resumo Jean.

    Aproveitando este tópico e a sua observação, uma das coisas que tenho dúvida é quanto a fermentação secundária visando o descanso diacetil, usar o o airlock fermentador, principalmente para a realização do Dry Hop. E porquê?

    As minhas Ales (em especial as IPAs) normalmente inicio a fermentação em 17ºC e lá pelo 3º ao 5º dia, as vezes, aumento para 18ºC. Ao medir a cerveja faltando um Plato, faço o descanso com o aumento para 5ºC de diferença (22 ou 23ºC). Deste ponto, deixo em torno de 3 dias, sendo que aproveitando a temperatura mais alta para extrair ainda mais os óleos essenciais do lúpulo, inicio o DH, preferencialmente nos 2 dias finais e as vezes, mesmo ter alcançado a FG esperada, ainda continua, de forma lenta o borbulhar no airlock.

    Neste sentido, imagino que uma vez alcançada a FG (e que geralmente conclui-se abaixo dele até meio plato), que se eu fizer o DH (2 dias) e já vedar a saída para airlock do fermentador, eu não teria problemas quanto a pressão nem no fermentador, nem quanto a influência de possíveis off flavors no aroma e nem no sabor da cerveja. E ao final, como costumo fazer, 10 dias de maturação a 8 graus e 7 dias de cold crash.

    Portanto, vcs concordam que não teria problemas se:
    - posso fazer o descanso por até 5 dias e na temperatura máxima de 25ºC (mesmo ultrapassando a temperatura recomendada pelo fabricante da levedura)?
    - e mesmo alcançada a FG e que ainda continue atenuando, mesmo que lentamente, mas atenuando, posso já vedar o fermentador com esta temperatura mais alta?

    Caso tenham alguma outra sugestão ou prática, fico no aguardo.

    Obrigado a todos!!!

    Erik.
     
  12. 21/9/18 às 13:33 #12

    jeanpaullopes

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    Você parece estar no caminho ! hehehehe

    Fermentação é algo para se ter calma e se dar muitos nomes: primária, secundária, descanso diacetil, maturação, arredondamento, etc.

    Vedar o fermentador "quente" só vai te fazer ele encolher e ficar com pressão negativa quando fizer o cold crash. Avalie este ponto.

    Se está fazendo Ales, não tem sentido algum uma "maturação" a 8ºC: ou continua tua secundária quente ou parte direto para o cold crash. Não vais ganhar nada com leveduras a 8ºC, além de uma decantação mais lenta. Se tem este tempo, deixe mais tempo a 0ºC para ter uma cerveja mais clara ainda, principalmente se vais usar carbonatação forçada.


    Jean Paul Lopes
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  13. 21/9/18 às 15:48 #13

    erikdsba

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    Jean, faço cerveja a mais de 2 anos e a impressão que cada vez que aprendo algo não sei de nada pq ainda tenho muito mais a aprender. rs

    De fato, ao fazer isto a pressão negativa pode ocorrer e como os fermentadores polipropileno são de 100L, chegaram a acontecer este tipo de "encolhimento" dele.

    Neste ponto: Vedar o fermentador "quente" só vai te fazer ele encolher e ficar com pressão negativa quando fizer o cold crash. - muito interessante Jean esta análise, pois intriga, uma vez que existe o detalhe do Dry hop, onde uma vez fazendo a "quente" 21 a 25ºC, teria que vedar o fermentador para confinar os aromas extraídos durante este estágio.

    - ou por um acaso vc teria uma outra sugestão para uma melhor eficiência na extração de óleos, na razão a considerar: momento de vedação X temperatura X (e se possível) tempo, no intuito de conservar ou perder o mínimo de aroma possível na cerveja?

    Assim, imagino que atendendo o seu comentário da dispensaria a maturação intermediária de 8ºC usada e substituí-lo pela fase secundária ... /maturação (8-10 dias parte "quente") indo direto para o coldcrash (7-5 dias), com o mesmo período do que eu faço, teria um benefício então maior?

    Valeu Jean, deixando isto mais claro, vc irá desanuvear estas situações para mim e os demais aqui com certeza!

    Erik.
     
  14. 21/9/18 às 22:03 #14

    jeanpaullopes

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    Tudo que eu falar será mais empírico do que científico, deixo claro.

    Os aromas são provenientes dos óleos e não evaporam assim tap facilmente a 25°C, ja a 60°c sim.

    Eles podem se perder um pouco pelo arrasto com CO2 desprendido, mas não tão signiticativamente.

    Um maior tempo em temperaturas mais altas após atenuar por completo vai fazer com que as leveduras consumam todos seus subprodutos da fermentação para não morrerem de fome. Isto te garante menor chance de off flavor decorrentes de uma fermentação incompleta ou apressada. Os 8°C nao vao te trazer isto.

    Lupulagem é tão intrinteress que há que ja defenda deu hoping com a fermentação em andamento, faltando 2 a 3 platos de atenuação.
     
    Rafael Pontel Olivo curtiu isso.
  15. 25/9/18 às 19:57 #15

    Rafael Pontel Olivo

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    Aproveitando o ensejo, sobre fermentação, cold crash, maturação, tenho uma dúvida que me perturba, estou na minha primeira brassagem, com uma IPA e está agora em repouso diacetílico e que, na quarta feira está pronta para o cold crash e maturação. Eis que minha dúvida é, posso mandar ela direto para o Cold Crash no próprio fermentador, com as leveduras? E posso tbm mandar ela para 0°C de pancada, tirar da geladeira onde está a uns 23°~24° e colocar ela na câmara fria direto?
     
  16. 25/9/18 às 20:06 #16

    jeanpaullopes

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    É o que faço.

    O fermentador está dentro da geladeira com controle de temperatura setado em 24ºC. O que faço é simplesmente setar para 0ºC e fico esperando.... não troco de balde, de fermentador. Só tiro a mangueira do blow-off de dentro do líquido, pois a contração dos gases dentro do fermentador pelo resfriamento vai fazer com o que a pressão interna seja menor e a magueira vai sugar tudo para dentro do fermentador, isto inclui os líquidos do blowoff ou do air-lock.
     
  17. 25/9/18 às 21:27 #17

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    Jean,
    neste contexto, uma coisa legal aqui que tenho praticado visando ter menos oxigênio dissolvido principalmente em Helles ou cervejas com muito late/dry hopping é encher um saco plástico mais resistente com CO2 do cilindro e encaixar com um pequeno tubo plástico no que seria a saída para Airlock/Blowoff. A contração do líquido durante o Crash acaba "puxando" mais CO2 do que O2, o que teoricamente ajuda a reduzir ou retardar a oxidação.

    Abs
     
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