Onde encontrar blend para sour

Discussão em 'Compra e Venda' iniciado por cleber, 27/9/16.

  1. 27/9/16 #1

    cleber

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    Alguém sabe onde posso encontrar o Wyeast 3763 Roeselare Blent ou White Labs WLP655 Belgian Sour Mix I ? Ou conhecem algum equivalente?
    Tenho a intenção de fazer uma Flanders Red mas não acho o blend de fermento/bactéria.
     
  2. 28/9/16 #2

    Luz

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    Tem o WLP 665 pra vender no Lamas.
    Fiz uma Flanders com este blend e me agradou bastante o resultado.
     
  3. 29/9/16 #3

    cleber

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  4. 29/9/16 #4

    grupis

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    Depois de usar isso, não dá pra usar o mesmo balde pra fermentar cerveja só com saccharomyces, né?
     
  5. 29/9/16 #5

    dcunhamaciel

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  6. 29/9/16 #6

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    Também tenho a mesma dúvida, nunca usei levedura líquida muito menos esse tipo de levedura com Brett.

    Mas uma cerveja que eu realmente gostaria de fazer é uma Flanders Red.

    Se alguém puder explicar quais cuidados devem ser tomados com esse tipo de levedura eu agradeço..
     
  7. 29/9/16 #7

    cleber

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  8. 29/9/16 #8

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    Não sei se entendi a pergunta mas se está dizendo que o balde ficará inutilizado depois de usar o wlp655 isso eu não creio basta sanitizar adequadamente.
     
  9. 29/9/16 #9

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    Então, é o que vou fazer, uma Flanders Red, Demora pelo menos 1 ano pra ficar pronta. Quanto aos cuidados vou seguir as orientações do Jamil/Palmer de seu livro "Brewing Classic Styles". Se quiser posso digitar o texto do livro e postar aqui. Não hoje, tô indo dormir rsrs.
     
  10. 29/9/16 #10

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  11. 29/9/16 #11

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    Então, eu pesquisei pelo fermento que o @Luz falou..
     
  12. 29/9/16 #12

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    Opa, quero sim...obrigado!
     
  13. 29/9/16 #13

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    Fiz o curso do Marcelo Braga e ele falou que aonde mete lambic, nunca mais sai. Inclusive a geladeira. Ele falou pra fermentar bem longe de onde se faz cerveja normal.
     
  14. 29/9/16 #14

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    Então cara, eu discordo.

    Por experiência própria posso dizer que com os cuidados de sanitização corretos você minimiza e muito o risco.

    Meu equipamento de 10 litros é usado para teste tanto em levas com wild yeast e leveduras comuns de cerveja. Até hoje não tive contaminação nas minhas levas regulares (pelo menos não perceptíveis).

    Porém eu sou paranóico. Depois de usar meu material de fermentação eu laco muito bem com água, detergente e uma esponja macia, depois uso removil (as peças como torneiras e mangueiras ficam de molho no removil), depois lavo novamente e por fim eu sanitizo.
     
  15. 29/9/16 #15

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    ops, quis dizer bretta.
     
  16. 29/9/16 #16

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    Bom, sou mais o que o Ipera falou. Claro que hoje é bem sabido que bactérias criam tolerância e sua eliminação fica cada vez mais difícil. Esses fermentadores que não são rotomoldados acredito que são muito passíveis de contaminarem devido às suas ranhuras, emendas, etc.. Eu tenho 3 desses e tomo todo o cuidado, depois que suspeitei uma vez que a cerveja tinha contaminado passei a sanitizar mais inclusive utilizando água quente mesmo isso não sendo recomendado para o PP.
    De qualquer forma vou utilizar pra fazer essa Flanders um outro recipiente pois, pra deixar mais de ano, tem que ser algo que você não vá precisar contar. Estava até pensando em usar um barril de carvalho porém me ocorreu que seria muito difícil sanitizar ele adequadamente antes.
     
  17. 29/9/16 #17

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    Blz hoje a noite pego o livro e digito a parte dos cuidados que o livro orienta.
     
  18. 29/9/16 #18

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    Cara, eu recomendaria barril apenas se você for fazer uma brassagem bruta (mais de 250 litros) ou se pretende fazer um blend depois.

    Deixar 20-50 litros em barril por tanto tempo pode deixar um gosto de madeira muito forte, pois a área de contato é muito grande. Com certeza tem gente que faz e dá certo, mas eu tomaria cuidado.

    Para deixar quantidades pequenas por períodos prolongados (mais de ano) acredito que o melhor seriam aqueles carboys (de vidro) americanos, pois são impermeáveis e você evita a produção de ácido acético em excesso, que na minha opinião é um dos maiores defeitos em cervejas sour.
     
    cleber curtiu isso.
  19. 29/9/16 #19

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    É, tem isso também de o carvalho prevalecer. Já desisti do barril de carvalho, carboy é difícil achar, talvez eu vá de bombona mesmo.
     
  20. 30/9/16 #20

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    Aí vai, em tradução livre, me perdoem qualquer erro. Extraído do livro "Brewing Classic Styles - 80 winning recipes anyone can brew" do Jamil e Palmer:

    Dicas para produzir uma Flanders Red Ale:
    Em alguns casos de Flanders Red Ale a acidez (sourness) está equilibrada com um dulçor residual; em outros casos é muito mais equilibrado o ácido e o seco. No entanto, uma Flanders Red Ale tem muito mais a oferecer do que apenas a acidez. Este estilo tem que ter características de bem frutada, um pouco malteada, eventualmente algum carvalho e outros sabores e aromas próximos do vinho. Sendo assim o ingrediente mais importante em uma Flanders red ale é a mistura de bactérias e leveduras que produzem muitos dos principais sabores e aromas do estilo.
    Muito tem sido escrito ultimamente sobre o processo de fermentação de cervejas tipo sour. Afinal de contas é a etapa mais crítica que dá a essas cervejas sua característica e as tornam tão especiais. Conheço pessoas que cultivam de tudo, desde as sobras de cervejas comerciais até as criaturas que habitam a esponja da cozinha. Outras pessoas se dedicam bastante determinando o momento e quantidade exatos da dosagem do fermento ou da bactéria. Vou sair de cima do muro e dizer que eu acho que esse nível de critério não é crítico para se fazer uma grande Flanders red ale dados os excelentes produtos disponíveis como os da Wyeast e White Labs. A minha preferência é para o Wyeast 3763 Roeselare Blend. Esta é uma mistura perfeita de leveduras e bactérias destinadas a produzir os sabores das cervejas Flanders red e brown clássicas. Os resultados são espetaculares e resultam em reproduções excepcionalmente precisas em relação às melhores Flanders red ale comerciais que existem por aí.
    Você obtém excelentes resultados utilizando um frasco do Wyeast 3763 Roeselare misturando no mosto e deixando-o à temperatura ambiente durante um ano ou mais. Durante esse tempo os sabores ácidos e outros se desenvolverão e uma película se formará sobre a superfície da cerveja. Em algum momento a película irá provavelmente decantar, o que é um bom indicador de que cerveja estará pronta.
    As condições do ambiente afetam a duração do processo e irão determinar o caráter da cerveja. Assim como a temperatura de fermentação afeta a característica da cerveja a temperatura também afeta os sabores e aromas que o blend de bactéria e fermento cria. Em geral quanto mais quente o ambiente mais ácida a cerveja fica. Eu costumo deixar em um local relativamente fresco e escuro da minha casa, onde a temperatura é mais constante ao longo do dia. Uma pequena mudança de temperatura ao longo dos meses devido à mudança das estações não é problema. No entanto, grande oscilação diária pode afetar negativamente os resultados, então tente encontrar um local que não tenha mudança drástica. Qualquer parte da casa que é atingida diretamente pelo sol tende a ter uma variação maior de temperatura. Eu prefiro uma temperatura em torno de 18 a 21 ° C para as minhas Flanders sour. Se você não tem paciência você pode trabalhar com uma temperatura mais alta de até 27 ° C, a cerveja vai finalizar em alguns meses mas não terá a mesma complexidade e sabor.
    Minha preferência para a obtenção de um nível moderado de acidez é pré-fermentar a cerveja com uma levedura ale neutra antes de adicionar o Wyeast 3763 Roeselare Blend. Isto irá consumir a maior parte dos açúcares disponíveis e o álcool ajudará a diminuir a atividade do blend de bactérias e leveduras. Se você for usar esse método, no entanto, não exagere. Se houver excesso de álcool presente as leveduras e bactérias não serão ativadas e assim não obterá uma característica "sour" o suficiente.
    Outro fator diferencial no resultado é a quantidade de oxigênio que a cerveja recebe para que as bactérias e leveduras façam sua mágica. A acidez de uma Flanders red é uma combinação de ácido láctico e acético (vinagre). Quanto mais oxigénio presente durante a fermentação mais ácido acético e a cerveja terá mais caráter de vinagre. Você precisa de ácido acético suficiente para que ele seja perceptível, mas não tanto que fique com gosto de salada.
    Tradicionalmente os cervejeiros de Flanders colocam a sua cerveja em grandes barris de carvalho de grandes dimensões, o que implica que receberá baixos níveis de oxigênio. Como muitos sabem o plástico usado para a maioria dos baldes fermentadores também permitem que o oxigénio vá para a cerveja. No entanto, como Raj Apte calculou, a relação entre a área da superfície e a permeabilidade do plástico faz com que mais oxigênio chegue até a cerveja do que se você usar um grande barril de carvalho. Na maioria das vezes isso resultará em um demasiado caráter acético na cerveja. Se você usar um garrafão(carboy) selado, um com uma rolha e airlock, não produzirá ácido acético suficiente. Você pode preparar um lote em cada recipiente e misturá-los no final para obter o nível certo de ácido acético, mas Raj tem um método mais fácil.
    Raj utiliza um garrafão de vidro(carboy) com um grande pedaço de carvalho inserido na abertura. O carvalho é cônico e atua tanto como um selo como uma passagem para uma pequena quantidade de oxigênio. Ele determinou que a área da superfície do carvalho e o seu grau de permeabilidade ao oxigénio resultam em quase exatamente a mesma quantidade de oxigénio nos grandes barris usados nas Flanders. Este é um método simples e muito eficaz.
     
    dcunhamaciel e vinipandolfo curtiram isso.

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