Manômetro Chega Até 2 Bar Depois a Pressão Cai

Discussão em 'Iniciantes' iniciado por Uktena, 27/2/16.

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  1. 27/2/16 #1

    Uktena

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    Bom dia!

    Fiz uma receita de Pale Ale (BIAB) e aconteceu o seguinte:
    - Fiz o primming com 7g de açúcar por litro.
    - Coloquei o manômetro numa long neck para servir de base.
    - 8 dias após o primming o manômetro acusava 1,95. No 11º dia acusava 2,0. A partir daí a pressão apontada pelo manômetro não subiu mais.

    Provei uma cerveja com o manômetro em 2,0 (no 11º dia) e achei que faltava gás, ainda não estava legal pro consumo.

    Esperei mais tempo e ao invés da pressão subir, ela começou a cair lentamente. Um mês após o primming o manômetro aponta 1,8.

    Resolvi provar uma outra cerveja e a mesma está boa, com gás suficiente. :confused:

    Alguma idéia do que pode estar acontecendo? Grato.
     
  2. 27/2/16 #2

    felipealex

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    Pode estar com vazamento
     
  3. 27/2/16 #3

    jalexandre

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    Acontece o de sempre. Ansiedade.

    Gás na garrafa (headspace) e gás na cerveja (carbonatação) são coisas completamente diferentes.

    Priming fica bom para consumo em 20 ~30 dias.

    11 dias é pouco.



    Abraços.
     
  4. 28/2/16 #4

    Uktena

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    Nesse caso não é questão de ansiedade, embora ela aconteça constantemente mesmo rs.

    Abri uma garrafa no 11º dia apenas para conhecer melhor meu processo de produção e só abri outra garrafa no 27º dia.

    O manômetro que deveria "guiar" o processo de primming não está fazendo esse papel. Esse é o problema.
    Sem ele fica difícil apurar o "comportamento" da cerveja ao longo do tempo (tempo em que levou pra carbonatar, pressão máxima alcançada, aumentar ou diminuir a qtde de açúcar na próxima leva, etc).

    Abraço.
     
  5. 28/2/16 #5

    jalexandre

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    Discordo. Ele está fazendo exatamente o que ele tem que fazer. Ler a pressão no headspace.

    O que acontece é que esta varia de acordo com a temperatura, logo, é normal pequenas variações, principalmente com as garrafas em temperatura ambiente.
     
  6. 28/2/16 #6

    Uktena

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    Mas então qual seria a relação entre pressão no headspace e carbonatação?

    Porque me é estranho uma cerveja estar carbonatada mesmo com o Manômetro ainda na faixa amarela (menor que 2 Bar) e ainda com a pressão caindo.
    O que está acontecendo comigo vai na contramão das experiências cervejeiras postadas aqui, nas quais o cervejeiro consegue a carbonatação desejada com o Manômetro marcando, por exemplo, 2,5 Bar.

    Agradeço. Abraço.

    Obs: uso temperatura controlada (geladeira mais controlador de temperatura).
     
  7. 29/2/16 #7

    jalexandre

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    Meu conhecimento teórico sobre o assunto é básico, então vou arriscar uma canelada:

    Quanto menor a temperatura, maior a quantidade de CO2 absorvida pelo líquido e menor a quantidade de pressão necessária para carbonatar a cerveja.

    Quanto maior a temperatura, maior a quantidade de CO2 despreendida pelo líquido, maior quantidade de pressão necessária para carbonatar a cerveja.

    Ou seja, o CO2 transita entre o líquido e o headspace de acordo com a temperatura.

    Meu manômetro, depois de 20 dias, está marcando 2 bar ou 30 PSI, significa que minha cerveja está bem carbonatada e boa para o consumo?

    Não dá pra saber, porque 30 PSI à 20ºC dá aproximadamente 1.5 Volumes, e os mesmos 30 PSI à 5ºC dão aproximadamente 2.5 volumes.

    O headspace vai 'guardar' todo o CO2 gerado que ainda não foi absorvido pelo líquido, e a medida que este for sendo absorvido, a tendencia da agulha é dar uma leve oscilada, e então estabilizar.

    Depois que estabiliza, o que você faz? Coloca a cerveja na geladeira por alguns dias para que o CO2 seja absorvido. Se você colocar a garrafa ´piloto, vai perceber que a agulha, antes em 30 PSI, vai diminuir pela metade.

    Isso é cerveja carbonatada.

    Agora, falando de priming na prática, o que eu costumo fazer é:

    Estabilizar a pressão no manometro por uns 10 dias à 18 ºC, calcular aproximadamente os volumes de CO2 e então deixar a cerveja na geladeira uns 10 dias antes de servir, que dá mais ou menos os 20 dias que eu costumo citar.

    Se eu dei alguma canelada na explicação, por favor, me esclareçam.

    Abraços,

    PS: Veja esta tabela de carbonatação forçada e entenda na prática o que eu disse:

    http://www.kegerators.com/articles/carbonation-table-pressure-chart.php
     
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  8. 5/4/16 #8

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    Este tópico me esclareceu algumas dúvidas e criou outras.

    Vamos ao meu caso. Minha cerveja já está refermentando há 9 dias, e há 4 o manômetro estabilizou em 1.6 bar/23 psi.

    Fiz priming com 6g/L, a temperatura ambiente média está em 24C.

    Bem, antes de ler este tópico me passou pela cabeça colocar uma garrafa na geladeira, deixar 10 dias e provar, mantendo a garrafa piloto em temperatura ambiente. Após ler o tópico e ver esta tabela de carbonatação forçada, me parece que o correto seria colocar a piloto junto na geladeira e observar para onde a pressão irá se readequar. A partir daí deverei consultar a tabela e ver de fato a carbonatação. Entendi bem?

    A propósito, minha carbonatação foi com priming. Posso me basear por esta tabela de carbonatação forçada?

    Muito obrigado
     
  9. 8/11/18 às 12:17 #9

    Eduardocardoso

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    Prezados, tive uma experiência parecida: fiz uma Weiss e com 5 dias o manômetro apontada para 2,5, depois subiu para 3. Fiquei com medo de supercarbonatar e joguei na geladeira, inclusive com a garrafa piloto. No dia seguinte, o apontamento do manômetro foi para 1,5. Entendi que o líquido absorveu o gas do "head space". Tomei uma garrafa e estava boa. Estou um pouco inseguro, pq a breja que fiz será servida em uma festa no sábado próximo e carbonatei a produção em 3 formas diferentes, a metade em post mix com carbonatação forçada e a outra metade em garrafas e mini keg, em primming.
     
  10. 9/11/18 às 15:16 #10

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    Amigo, a pressão do gás é em função da temperatura. Quando vc coloca na geladeira há realmente um aumento da solubilidade do gás com a cerva, acelerando a carbonatação, mas isso deve ser feito pós a produção de CO2 pela refermentação na garrafa cessar, ou seja, após as leveduras consumirem o priming por completo. É isso que vc monitora com o manômetro. Realmente o CO2 é reabsorvido do head space, mas da forma como vc relatou há grandes possibilidades, ainda mais em se tratando de weiss, de vc ter interrompido a refermentação e, por ter colocado na geladeira, tanto a temperatura quanto a solubilização do gás no headspace terem diminuído a leitura. Caso não tenha sido feito adição de priming em excesso, acho que não há muitos problemas, só que se vc deixar essas garrafas em temperatura ambiente novamente tá arriscado a volta a ter produção de CO2, e aí o problema fica a cargo de algum defeito ou trinca em alguma garrafa que pode não suportar o aumento de pressão. Nestes casos é interessante manter a garrafa piloto fora da geladeira para terminar de acompanhar o processo. Eu se fosse vc tiraria a piloto e verificaria até onde ela vai. Pelo o que vc descreveu a evolução da carbonatação estava aparentemente igual às weiss que eu carbonato, as vezes chega a até a 3,5 mas depois estabiliza mais baixo que isso.
    Grande abraço.
     

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