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Cerveja espumando muito após abrir

Ajude o Home Brew Talk Brasil:

pedrosimoes

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14/10/15
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9
Boa tarde a todos!

Estou com algumas garrafas de uma Stout que fiz, tem uns 3 meses. Todo o processo de produção ocorreu normalmente e fiz a cabonatação com 6g/L.

Só que atualmente, ao abrir as garrafas (já aconteceu com 3 delas), elas começam a espumar e vazar, como se elas tivessem sido agitadas, mas isso não ocorreu.

Alguém sabe me dizer se isso é algum sinal de supercarbonatação e estou correndo risco das garrafas explodirem?

As garrafas ficam em temperatura ambiente (média de 30°C durante o dia) e já estão há 3 meses envasadas.

Valeu!
 

EvandroLS

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11/4/20
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Gushing

- Contaminaçao
- excesso de primming (depende de como voce fez a adição do primming nas garrafas)
 

_Mó_

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13/11/18
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Boa tarde a todos!

Estou com algumas garrafas de uma Stout que fiz, tem uns 3 meses. Todo o processo de produção ocorreu normalmente e fiz a cabonatação com 6g/L.

Só que atualmente, ao abrir as garrafas (já aconteceu com 3 delas), elas começam a espumar e vazar, como se elas tivessem sido agitadas, mas isso não ocorreu.

Alguém sabe me dizer se isso é algum sinal de supercarbonatação e estou correndo risco das garrafas explodirem?

As garrafas ficam em temperatura ambiente (média de 30°C durante o dia) e já estão há 3 meses envasadas.

Valeu!
Olá @pedrosimoes!

Já passei por isso com algumas stouts e como @AntonioMartins comentou, pode ter atenuado mais um pouco na garrafa - tive problemas de fermentação incompleta que levaram ao gushing.

Faz um teste... creio que deva ter anotado a densidade final antes do envase, né?

Faz assim:

1 - Abra uma gelada, separe uma amostra para checar a densidade e beba o resto - claro, por isso deve estar gelada hehehe.

2 - Essa amostra para checagem da densidade deve estar totalmente livre de CO2, para isso, simplesmente deixe ela descansando - pode ser de um dia para outro pois virando entre copos irá virar uma lambança, mas mesmo após o descanso faça isso umas 3 vezes (sem exagero para não oxigenar muito e também fazer o densímetro boiar).

3 - Cheque a densidade e compare com a densidade pré envase, se a diferença for muita o problema está na fermentação incompleta - que terminou na garrafa.

Obs: Na carbonatação de garrafa com priming o que a maioria chama de densidade final, pré envase, na realidade é a densidade aparente. A densidade final mesmo deve ser aferida com a cerveja após a carbonatação, removendo o CO2 para o densímetro não boiar no gás. Como há a adição do priming e as vezes algum açúcar residual da fermentação, eles serão convertidos em álcool durante a carbonatação, logo, tanto a densidade final quanto a graduação alcoólica serão ou poderão ser diferentes da pré-envase.

Uma questão:

Até que temperatura você eleva durante a maturação/descanso diacetil?

Pergunto isso porque, no meu caso, elevo até 26ºC justamente por deixar as garrafas em temperatura ambiente chegando até aos 28ºC, logo, evito que haja uma reativação de leveduras pelo aumento da temperatura uma vez que, chegando a 26ºC, com certeza elas fizeram o serviço completo.

Se maturar a 20ºC, 22ºC por exemplo, leveduras podem entrar em hibernação e ficarem inativas e, quando expostas a temperaturas de 24ºC, 25ºC, 26ºC podem reativar e consumir tanto o priming quanto açúcares residuais da fermentação incompleta.

Espero que ajude.

Com gás ou sem gás, saúde! hehehehe
 

EvandroLS

Well-Known Member
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11/4/20
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Sao Paulo
Excelente explicação

Só pra acrescentar mais uma causa de gushing

HopCreep - Em cervejas altamente lupuladas, o lupulo em alta concentração tem efeito diastático nos açúcar residuais da cerveja. Então pode acontecer de sua cerveja ter atenuado até 1010 por exemplo, e essa realmente ser a atenuação final, mas ai depois do envase as dextrinas que sobraram são quebradas por enzimas presentes no lupulo e depois a levedura fermenta, aumentando a carbonatação e diminuindo a FG.

Se manda pra keg não acontece isso geralmente porque a gente armazena o keg gelado, dai a levedura não refermenta esses açúcares residuais.
 

_Mó_

Well-Known Member
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13/11/18
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Indaiatuba/SP
Excelente explicação

Só pra acrescentar mais uma causa de gushing

HopCreep - Em cervejas altamente lupuladas, o lupulo em alta concentração tem efeito diastático nos açúcar residuais da cerveja. Então pode acontecer de sua cerveja ter atenuado até 1010 por exemplo, e essa realmente ser a atenuação final, mas ai depois do envase as dextrinas que sobraram são quebradas por enzimas presentes no lupulo e depois a levedura fermenta, aumentando a carbonatação e diminuindo a FG.

Se manda pra keg não acontece isso geralmente porque a gente armazena o keg gelado, dai a levedura não refermenta esses açúcares residuais.
@EvandroLS,

Bacana cara!

E isso que você cita não sabia e já notei em IPAs, realmente.

Sabe se há algum método de prevenção, de fazer com que essa quebra e a finalização da fermentação ocorra antes do envase?

Vou dar uma pesquisada também!

Valeu pelas informações!
 

EvandroLS

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11/4/20
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Falaaa
O pessoal fala de fazer o dryhopping num soft crash, tipo 15 graus

Pq dai a enzima do lupulo nao quebra os acucares, visto que a velocidade enzimatica esta ligada com a concentracao da mesma e a temperatura

Mas eu realmente nao sei se da certo pq eu jogo tudo no barril entao nao sei se funciona kkk
 

_Mó_

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13/11/18
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Indaiatuba/SP
Falaaa
O pessoal fala de fazer o dryhopping num soft crash, tipo 15 graus

Pq dai a enzima do lupulo nao quebra os acucares, visto que a velocidade enzimatica esta ligada com a concentracao da mesma e a temperatura

Mas eu realmente nao sei se da certo pq eu jogo tudo no barril entao nao sei se funciona kkk
Cara,

Encontrei um conteúdo muito bom e bem completo - depois vou visitar os links das fontes da matéria.

Já vou aplicar na minha IPA que está fermentando - semana que vem entra no descanso/maturação já com o dry hopping!


Valeu pela dica! 🍻🍻🍻
 

EvandroLS

Well-Known Member
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11/4/20
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183
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Sao Paulo
Cara,

Encontrei um conteúdo muito bom e bem completo - depois vou visitar os links das fontes da matéria.

Já vou aplicar na minha IPA que está fermentando - semana que vem entra no descanso/maturação já com o dry hopping!


Valeu pela dica! 🍻🍻🍻
Toppp o site!!! Muito bem escrito e com bastante informação!!!
 

Barão Barone

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24/8/19
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Atibaia - SP
Boa tarde a todos!

Estou com algumas garrafas de uma Stout que fiz, tem uns 3 meses. Todo o processo de produção ocorreu normalmente e fiz a cabonatação com 6g/L.

Só que atualmente, ao abrir as garrafas (já aconteceu com 3 delas), elas começam a espumar e vazar, como se elas tivessem sido agitadas, mas isso não ocorreu.

Alguém sabe me dizer se isso é algum sinal de supercarbonatação e estou correndo risco das garrafas explodirem?

As garrafas ficam em temperatura ambiente (média de 30°C durante o dia) e já estão há 3 meses envasadas.

Valeu!
VAMOS LÁ :
No meu entender a PRINCIPAL causa desse espumamento é o que chamo de GUSHING , tendo como causa , MALTES com baixa qualidade , grãos que passam pelo processo de colheita, malteação e armazenagem em regiões que possuem estações do ano excessivamente úmidas, podem se contaminar com um fungo chamado Fusarium, que produz uma proteína hidrofóbica tensioativa (que diminui a tensão superficial da cerveja) formando nanobolhas , portanto troque de fornecedor e procure não comprar malte moídos

Existe também os ânions oxalato, derivados das cascas dos grãos utilizados na fabricação de cerveja, podem precipitar com cálcio e formar cristais distintos,de oxalato de cálcio , que formam muitas formas cristalinas e amorfas que aprisionam o CO 2 , evitando que ele saia , causando o gushing . Esse pode ser um problema especialmente difícil para os fabricantes de cerveja que produzem cervejas condicionadas a garrafas com altos níveis de carbonatação. Os fabricantes de cerveja que se deparam com o jorro causado pelos cristais de oxalato tentarão garantir a presença de cálcio suficiente no início do processo de fermentação

0s óleos de lúpulo contêm diferentes compostos que induzem o gushing : polifenóis (indutor forte ) ,lipídios de lúpulo (indutor fraco), isohumulonas (indutor forte), ácido humulínico desidratado (DHA) (forte indutor), e produtos de oxidação derivados de isoácidos , então conheça o seu lupulo , e procure fazer DH , após a fermentação secundaria , e sem a presença de leveduras

Também devemos atentar uma superfície rugosa (formando os locais de depósito ) no interior da garrafa , com residuos muitas vezes não visiveis a olho nu , portanto , lavagem e enxaguamento inadequados das garrafas antes do enchimento , podem causar gushing

Ainda temos a não realização da fermentação secundária em Ales e Lager , principalmemte ( 22 -18 Cº , respectivamente , levando leveduras residuais , que são inativadas durante o resfriamento , principalmente se não fizer transfega de balde , que voltam a atividade depois de envasadas com priming e colocadas em temperatura ambiente , gerando excesso de CO2 e conseguente gushing

Mas como disse o PRINCIPAL é o MALTE contaminado
 
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