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Caso Backer - a cerveja e nossa saúde

Ajude o Home Brew Talk Brasil:

_Mó_

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Olá pessoal!

Acredito que a infelicidade e a fatalidade do caso Backer abre uma oportunidade de todos os cervejeiros, profissionais ou caseiros, refletirem sobre a seriedade do que fazemos e a importância de adotarmos procedimentos corretos e cuidadosos. Também vejo uma oportunidade para conhecimentos e evolução técnica dos processos, caseiros, artesanais ou industriais.

Creio ainda, que apesar da fatalidade, jamais devemos partir para julgamentos precipitados mas também, não devemos ficar calados assistindo de camarote o desfecho de tudo. Afinal, todos nós bebemos muita cerveja e adoramos beber em/ou qualquer produção artesanal.

De minha parte, até onde havia lido o dietilenoglicol seria utilizado com o objetivo de não deixar a água do resfriamento congelar. Pois agora acabo de ler que ele é utilizado na aceleração da ebulição da cerveja, gerando assim, uma grande economia de energia com essa redução de tempo no aquecimento.

Compartilho abaixo um link da matéria que li, que cita inclusive o uso do produto na década de 1980 nos vinhos austríacos com o objetivo de alterar o sabor que veio posteriormente a ser descoberto por controles de qualidade, jogando a indústria vinícola daquele País no limbo.

Principalmente os profissionais, quais suas considerações? Quais os usos do dietilenoglicol nas cervejarias? Quem utiliza e como utiliza? Quais os cuidados? Quais as formas de substituí-lo? A economia vale a pena versus os riscos? Quem faz e qual a importância de análises laboratoriais de amostras da cerveja pronta?...

Enfim, há um leque enorme de técnicas, cuidados e conhecimentos a serem discutidos e compartilhados visando o melhor para nossa bebida predileta.

https://jornalggn.com.br/noticia/o-escandalo-da-cerveja-mineira-repetiu-a-tragedia-dos-vinhos-austriacos-em-1985/
 

Inglorious Brewers

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Olá pessoal!

Acredito que a infelicidade e a fatalidade do caso Backer abre uma oportunidade de todos os cervejeiros, profissionais ou caseiros, refletirem sobre a seriedade do que fazemos e a importância de adotarmos procedimentos corretos e cuidadosos. Também vejo uma oportunidade para conhecimentos e evolução técnica dos processos, caseiros, artesanais ou industriais.

Creio ainda, que apesar da fatalidade, jamais devemos partir para julgamentos precipitados mas também, não devemos ficar calados assistindo de camarote o desfecho de tudo. Afinal, todos nós bebemos muita cerveja e adoramos beber em/ou qualquer produção artesanal.

De minha parte, até onde havia lido o dietilenoglicol seria utilizado com o objetivo de não deixar a água do resfriamento congelar. Pois agora acabo de ler que ele é utilizado na aceleração da ebulição da cerveja, gerando assim, uma grande economia de energia com essa redução de tempo no aquecimento.

Compartilho abaixo um link da matéria que li, que cita inclusive o uso do produto na década de 1980 nos vinhos austríacos com o objetivo de alterar o sabor que veio posteriormente a ser descoberto por controles de qualidade, jogando a indústria vinícola daquele País no limbo.

Principalmente os profissionais, quais suas considerações? Quais os usos do dietilenoglicol nas cervejarias? Quem utiliza e como utiliza? Quais os cuidados? Quais as formas de substituí-lo? A economia vale a pena versus os riscos? Quem faz e qual a importância de análises laboratoriais de amostras da cerveja pronta?...

Enfim, há um leque enorme de técnicas, cuidados e conhecimentos a serem discutidos e compartilhados visando o melhor para nossa bebida predileta.

https://jornalggn.com.br/noticia/o-escandalo-da-cerveja-mineira-repetiu-a-tragedia-dos-vinhos-austriacos-em-1985/
Eu gostaria de te dar uma reposta melhor, mas hoje o tempo está curto. No Brasil o dietilenoglicol é usado por uma porcentagem muito pequena de cervejarias, trabalhamos há vários com muitas cervejarias e apenas duas usavam/usam. Apesar desse assunto ter explodido com a cerveja artesanal no Brasil, o dietilenoglicol é bastante utilizado na indústria de alimentos e bebidas em geral. Infelizmente no Brasil não existe regulamentação para trocadores de calor, nos EUA por exemplo, existe uma lista de substâncias permitidas para fluídos refrigerantes usados para essa finalidade, o dietilenoglicol é proibido para HT1 (caso que o fluído refrigerante pode entrar em contato acidental com bebida/alimento).

Sobre o caso Backer: eu não conheço a fábrica da Backer, não sei qual maquinário usavam, apenas lendo as notícias e discutindo com nossos dois engenheiros (de alimentos e de automação) acho que história é bem estranha em algumas partes. Primeiro que a Backer de fato parece apresentar registros de compra de monoetilenoglicol apenas. Segundo que a proporção usada de dietilenoglicol é de 40%, exceto com linha pressurizada, a cerveja deveria contaminar o tanque de dietilenoglicol e não o oposto. Outro ponto é que se o fermentador for encamisado, com a tubulação de refrigeração passando por dentro (o que é normal), essa tubulação costuma ficar em contato com uma placa de inox com uma única emenda, para dar vazamento de fora para dentro, a tubulação teria que vazar sobre a emenda e ela conter furos, e isso tudo não ser notado. Ainda, o caso da água contaminada também é estranho, mas como eu disse, eu não sei exatamente que maquinário é o deles e nem fui atrás de saber. Por fim ainda temos que indagar dois pontos, o primeiro é: com tantas cervejas contaminadas, não deveríamos ter muito mais casos de contaminação ? O segunto ponto é sobre como as análises estão sendo feitas, o monoetilenoglicol pode dar falso positivo para dietilenoglicol, então precisamos verificar isso com muita calma e competência. (Não vou comentar aqui sobre a situação estranha de que assim que os primeiros casos de "doença misteriosa" terem aparecidos, automaticamente pipocaram notícias no whatsapp fazendo a correlação entre uma (na época) suposta contaminação na cerveja da Backer com esses casos).

Existem várias saídas ao dietilenoglicol, as mais comuns são álcool, propilenoglicol, glicerol, monoetilenoglicol. A pergunta do porque usar é simples; a capacidade de depressão do ponto de congelamento do etilenoglicol torna ele muito mais eficiente do que os demais, sem contar a baixa viscosidade dele, que o ajuda a ser excelente na transferência de calor. Você gasta bem menos grana com etilenoglicol do que com os demais anticongelantes, pois usa bem menos. Um problema do álcool é que você tem que tomar muito cuidado para evitar acumulo de vapores, o que pode levar a explosões. Sobre economia VS risco é complicado de afirmar, pois é de responsabilidade da empresa usar químicos tóxicos apenas em situações que o trocador de calor não fica imerso na bebida ou alimento (conhecido como HT2, quando o fluído não pode entrar em contato acidental com bebida/alimento). Ao que me parece a Backer realmente fazia uso correto do monoetilenoglicol e é por isso que precisamos de uma investigação séria, clara e detalhada, para que esses erros sejam evitados no futuro.

A análise laboratorial de cerveja pronta pode ser feita por laboratório externo, no qual vc manda amostra do lote, ou laboratório da própria cervejaria. Algumas cervejarias artesanais possuem seus laboratório para outras finalidades além da análise da cerveja pronta, aí acaba valendo a pena. Análise laboratorial de cerveja pronta, principalmente externa, pode demorar muito se a cervejaria estiver longe de grandes centros. Essa demora custa caro, pois a mercadoria ficada parada ocupando espaço e tempo. A maioria das cervejarias que conheço não faz análise química das cervejas prontas, apenas sensorial. Mesmo nas cervejarias artesanais com laboratório essa análise é feita de tempos em tempos, não é feita em tadas as levas e não tem porquê ser feita em todas.

Se eu tiver tempo, mais tarde tento ajudar com mais. Abraço
 
Última edição:

_Mó_

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Eu gostaria de te dar uma reposta melhor, mas hoje o tempo está curto. No Brasil o dietilenoglicol é usado por uma porcentagem muito pequena de cervejarias, trabalhamos há vários com muitas cervejarias e apenas duas usavam/usam. Apesar desse assunto ter explodido com a cerveja artesanal no Brasil, o dietilenoglicol é bastante utilizado na indústria de alimentos e bebidas em geral. Infelizmente no Brasil não existe regulamentação para trocadores de calor, nos EUA por exemplo, existe uma lista de substâncias permitidas para fluídos refrigerantes usados para essa finalidade, o dietilenoglicol é proibido para HT1 (caso que o fluído refrigerante pode entrar em contato acidental com bebida/alimento).

Sobre o caso Backer: eu não conheço a fábrica da Backer, não sei qual maquinário usavam, apenas lendo as notícias e discutindo com nossos dois engenheiros (de alimentos e de automação), a história fica bem estranha por algumas partes. Primeiro que a Backer de fato parece apresentar registros de compra de monoetilenoglicol apenas, segundo que a proporção usada de dietilenoglicol é de 40%, a penas que a linha fosse bastante pressurizada, a cerveja deveria contaminar o tanque de dietilenoglicol. Outro ponto é que se o fermentador for encamisado, com a tubulação de refrigeração passando por dentro (o que é normal), essa tubulação costuma ficar em contato com uma placa de inox com uma única emenda, para dar vazamento de fora para dentro, a tubulação teria que vazar sobre a emenda e ela conter furos e isso não ser notado. Ainda, o caso da água contaminada também é estranho, mas como eu disse, eu não sei exatamente que maquinário é o deles e nem fui atrás de saber.

Existem várias saídas ao dietilenoglicol, a mais comum é usar álcool, propilenoglicol, glicerol, monoetilenoglicol. A pergunta do porque usar é simples, a capacidade de depressão do ponto de congelamento do etilenoglicol torna ele muito mais eficiente do que os demais, sem contar a baixa viscosidade dele, que o ajuda a ser excelente na transferência de calor. Você gasta bem menos grana com etilenoglicol do que com os demais anticongelantes, pois usa bem menos. Um problema do álcool, que você tem que tomar muito cuidado para evitar acumulo de vapores, o que pode levar a explosões. Sobre economia VS risco é complicado de afirmar, pois é de responsabilidade da empresa usar químicos tóxicos apenas em situações que o trocador de calor não fica imerso na bebida ou alimento (conhecido como HT2, quando o fluído não pode entrar em contato acidental com bebida/alimento). Ao que me parece a Backer realmente fazia uso correto do monoetilenoglicol e é por isso que precisamos de uma investigação séria, clara e detalhada, para que esses erros sejam evitados no futuro.

A análise laboratorial de cerveja pronta pode ser feita por laboratório externo, no qual vc manda amostra do lote, ou laboratório da própria cervejaria. Algumas cervejarias artesanais possuem seus laboratório para outras finalidades além da análise da cerveja pronta, aí acaba valendo a pena. Análise laboratorial de cerveja pronta, principalmente externa pode demorar, principalmente se a cervejaria estiver longe de grandes centros, essa demora custa caro, pois a mercadoria ficada parada ocupando espaço e tempo. A maioria das cervejarias que conheço não faz análise química das cervejas prontas, apenas sensorial. Mesmo nas cervejarias artesanais com laboratório essa análise é feita de tempos em tempos, não é feita em todos os lotes e não tem porquê ser feita em todos os lotes.

Se eu tiver tempo, mais tarde tento ajudar com mais. Abraço
Inglorious, grato pelas informações!

Cara, realmente acho que as informações sobre a investigação que vem a público estão muito truncadas.

A percepção que dá é que está sendo conduzida uma investigação sem um apoio técnico ou conhecimento específico e uma sensação de certa falta de transparência por parte da Backer. Soma-se a isso que quem escreve também parece não conhecer tecnicamente o assunto.

O resumo do caldo acaba sendo desinformação, algo que pode prejudicar todo setor de artesanais e nos levar a falsos entendimentos. Por isso a proposta da troca de informações.

Mas um detalhe referente ao artigo do link: o uso do dietilenoglicol no aquecimento, conhece?

Grato pela colaboração!
 

Luiz Antonio Barbosa

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5/10/18
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Sobre o artigo:
https://jornalggn.com.br/noticia/o-escandalo-da-cerveja-mineira-repetiu-a-tragedia-dos-vinhos-austriacos-em-1985/
O dietilenoglicol tem ponto de ebulição em torno de 230ºc.
Ele é utilizado como anticongelante no liquido de arrefecimento que vai nos radiadores dos veículos.
Se ele acelerasse a ebulição, os veículos estariam "fervendo" a todo momento.
Por ter um ponto de ebulição maior que a água, creio que só retardaria a ebulição da solução.
Outra informação no artigo é sobre o carnaval de BH 2020.
Segundo o site da prefeitura de BH:
"O Carnaval de Belo Horizonte 2020 é viabilizado pela Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Belotur, com patrocínio master da Skol (Ambev) e do iFood. O valor é de R$ 6 milhões em verba direta e R$ 8,3 milhões em planilhas de estruturas e serviços, captado por meio de Edital de Patrocínio."
 

Inglorious Brewers

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28/12/18
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Inglorious, grato pelas informações!

Cara, realmente acho que as informações sobre a investigação que vem a público estão muito truncadas.

A percepção que dá é que está sendo conduzida uma investigação sem um apoio técnico ou conhecimento específico e uma sensação de certa falta de transparência por parte da Backer. Soma-se a isso que quem escreve também parece não conhecer tecnicamente o assunto.

O resumo do caldo acaba sendo desinformação, algo que pode prejudicar todo setor de artesanais e nos levar a falsos entendimentos. Por isso a proposta da troca de informações.

Mas um detalhe referente ao artigo do link: o uso do dietilenoglicol no aquecimento, conhece?

Grato pela colaboração!
Então, como falei, eu não conheço o sistema dos caras, então não posso afirmar nada sobre o gerenciamento de água e sistema de aquecimento deles. Mas por uma questão de economia a maior parte das plantas são construídas para que você aproveite o calor liberado pelo mosto fervido durante resfriamento para a brassagem seguinte. Então a água usada para resfriar um mosto geralmente vira água da próxima brassagem, alguns sistemas usam etilenoglicol nos tanques de água para manter a temperatura ou mesmo elevá-la, caso necessário.

(OBS. IMPORTANTE: eu não sou especialista em maquinário, não sei se existem novidades, sei o básico de alguns maquinários mais usados.)
 

marcelo_r_a

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7/2/17
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A matéria é bem sensacionalista, e mais desinforma que qualquer outra coisa. Mistura informações completamente díspares. O caso da backer não tem relação alguma com o caso dos vinhos. As condições da contaminação ainda não estão claras, mas acho importante ressaltar que incidentes deste tipo acontecem em todas as áreas. Em 2013 rolou uma leva de Ades com soda cáustica, por exemplo. Pessoas falham, equipamentos falham, e as vezes falham juntos. Em escala industrial, os incidentes ganham proporções. Infelizmente, é impossível prever tudo, e os protocolos de segurança vão sendo aprimorados nestas tragédias. A Abracerva já se manifestou em nota técnica sugerindo entre outras medidas o uso de anticongelantes de grau alimentício e com corantes, e requisitou à Anvisa e ao Mapa a proibição do uso de Etileno Glicol em fábricas de cerveja.
 

Paulo Machado

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9/9/18
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Boa noite !
Como o Marcelo disse, há falhas humanas, mecânicas, que podem acontecer sozinhas ou em conjunto.... trabalho em uma grande empresa do Agronegócio onde o tempo todo se tem uma preocupação com possíveis falhas, fatalidades e assuntos polêmicos que possam acontecer como este caso da Backer. E uma preocupação inclusive em como lidar com estas situações, como reagir, como lidar com essa exposição negativa. Coisa que não vejo hora nenhuma no pessoal da Backer. Tenho a sensação que o negócio deu certo, cresceu, e eles acharam que seriam imbatíveis e nunca passariam por momentos assim. Momentos de crise existem e vem para todos, temos que saber lidar, contornar, e administrar momentos de crise. Torço pelo bem da cervejaria.
 

_Mó_

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A matéria é bem sensacionalista, e mais desinforma que qualquer outra coisa. Mistura informações completamente díspares. O caso da backer não tem relação alguma com o caso dos vinhos. As condições da contaminação ainda não estão claras, mas acho importante ressaltar que incidentes deste tipo acontecem em todas as áreas. Em 2013 rolou uma leva de Ades com soda cáustica, por exemplo. Pessoas falham, equipamentos falham, e as vezes falham juntos. Em escala industrial, os incidentes ganham proporções. Infelizmente, é impossível prever tudo, e os protocolos de segurança vão sendo aprimorados nestas tragédias. A Abracerva já se manifestou em nota técnica sugerindo entre outras medidas o uso de anticongelantes de grau alimentício e com corantes, e requisitou à Anvisa e ao Mapa a proibição do uso de Etileno Glicol em fábricas de cerveja.
Marcelo,

Sim, concordo que a matéria é mau fundamentada e eu e outros leitores já advertimos no GGN. Trouxe apenas para suscitar as discussões. Mas sinceramente, das que li no G1 nenhuma trouxa absolutamente nada de factual, seja pela investigação, seja pela qualidade jornalística ou seja pela transparência da Backer.

Pra mim o principal ponto aqui são os riscos a saúde e o impacto que isso pode causar no mercado de artesanais afetando a todos sem distinção.

E claro, incidentes ocorrem com certeza.

Acredito que a partir desses incidentes quanto mais for apurado e discutido, menor são as possibilidades de voltarem a ocorrer.

E volto a insistir na transparência das informações para preservar todo o setor.

No momento em que vivemos de pré-julgamentos e conclusões antecipadas, amanhã todas as demais podem estar sendo prejudicadas por medidas legais descabidas ou pela fuga do público.

Não sou nem tenho cervejaria, mas se fosse o caso, incentivaria toda e qualquer oportunidade de esclarecimento e explicação para equipes de colaboradores e consumidores. É essa a intenção do post.

Grato pela colaboração e ao ter mais informações, por favor, compartilhe.
 

_Mó_

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13/11/18
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Boa noite !
Como o Marcelo disse, há falhas humanas, mecânicas, que podem acontecer sozinhas ou em conjunto.... trabalho em uma grande empresa do Agronegócio onde o tempo todo se tem uma preocupação com possíveis falhas, fatalidades e assuntos polêmicos que possam acontecer como este caso da Backer. E uma preocupação inclusive em como lidar com estas situações, como reagir, como lidar com essa exposição negativa. Coisa que não vejo hora nenhuma no pessoal da Backer. Tenho a sensação que o negócio deu certo, cresceu, e eles acharam que seriam imbatíveis e nunca passariam por momentos assim. Momentos de crise existem e vem para todos, temos que saber lidar, contornar, e administrar momentos de crise. Torço pelo bem da cervejaria.
Paulo,

Uma das principais formas de contornar crises é transparência. Creio que falta isso.

Informações técnicas, equipamentos e fabricantes utilizados, processos, controle de qualidade, quantas brassagens foram contaminadas, quantos fermentadores foram contaminados, é isolado, é geral...não sei ao certo, mas são informações que podem orientar as demais cervejarias artesanais a verificarem suas próprias fábricas com equipamentos e processos similares.

Por exemplo, vai que ainvestgação conclui que o problema foi nos tanques fermentadores do fabricante "X", e você tem dois na sua fábrica?

Infelizmente, até onde tive notícias, a Backer limita-se a emitir nota de que "esta colaborando com as investigações".

Opinião pessoal minha: acho insuficiente independente de quem seja a responsabilidade.

Enfim, se tiver experiências para compartilhar, a intenção do post é essa.

Grato pelas informações!
 

dumpa

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O texto inicial desse site é um copiar e colar de fake news de whats app, não assinado para variar para não comprometer o pseudo "jornalista" que além de acreditar cegamente em compartilhamentos no whats, não apura informações e deve ter reprovado em química por acreditar que anti-congelante pode acelerar fervura o_O

São muito achismos e teorias de conspiração até o momento, além de acusar a Backer de fazer o mesmo que vinícolas austríacas também acusa Ambev... parece que pedem por processos.

Mesmo em reportagens mais apuradas, o que não é o caso dessa desse site GGN, ficam a desejar, a grande maioria dos jornalistas não conhecem o processo cervejeiro, as etapas... A Polícia Civil também não conhece mas estão tendo que aprender, o pessoal do MAPA que aparece em coletiva não é aquele funcionário que está acostumado a lidar com cervejarias no dia a dia, então acaba tendo muita desinformação.

A Backer diz ser transparente, mas quando contesta o laudo de água do MAPA usando uma análise particular onde eles, a Backer, fornece as amostras e o contratado nem precisa se dar ao trabalho de fazer a coleta, coloca em xeque essa transparência.
 

_Mó_

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13/11/18
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O texto inicial desse site é um copiar e colar de fake news de whats app, não assinado para variar para não comprometer o pseudo "jornalista" que além de acreditar cegamente em compartilhamentos no whats, não apura informações e deve ter reprovado em química por acreditar que anti-congelante pode acelerar fervura o_O

São muito achismos e teorias de conspiração até o momento, além de acusar a Backer de fazer o mesmo que vinícolas austríacas também acusa Ambev... parece que pedem por processos.

Mesmo em reportagens mais apuradas, o que não é o caso dessa desse site GGN, ficam a desejar, a grande maioria dos jornalistas não conhecem o processo cervejeiro, as etapas... A Polícia Civil também não conhece mas estão tendo que aprender, o pessoal do MAPA que aparece em coletiva não é aquele funcionário que está acostumado a lidar com cervejarias no dia a dia, então acaba tendo muita desinformação.

A Backer diz ser transparente, mas quando contesta o laudo de água do MAPA usando uma análise particular onde eles, a Backer, fornece as amostras e o contratado nem precisa se dar ao trabalho de fazer a coleta, coloca em xeque essa transparência.
dumpa,

Concordo - esse foi meu posicionamento já quando criei o post. Muita desinformação em geral! Talvez eu devesse apenas ter escolhido outro link.

Quanto a água, quais informações você tem?

Quando a Backer contestou o lauda de água do MAPA? Agora, nas investigações?

Sabe qual é a fonte de água utilizada por eles? Rede municipal? Poço? Mineral?

Grato pela colaboração!
 

Tomanik

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13/7/14
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Não tenho conhecimento algum em processos de fabricação, mas como perito da Polícia Civil de Minas Gerais estou um pouco "por dentro" do que vem acontecendo em relação à nossa instituição. Como já foi dito a PCMG está tendo que aprender praticamente tudo pois é um caso inédito para nós e nenhuma hipótese, inclusive a sabotagem, foi ainda descartada. Quanto ao citado falso positivo em relação ao dietilenoglicol, os resultados de exames ainda são preliminares e foi constatado que por questões de lucro o fornecedor da Backer misturava dietilenoglicol ao monoetilenoglicol, que é o produto que consta nas notas de compra da empresa. Para muitos de nós, cervejeiros de MG, e para mim em especial é uma situação triste, pois era a Ale da Backer era minha cerveja preferida e tinhamos um certo orgulho de sermos da mesma terra de uma cervejaria muito reconhecida e premiada, é um sentimento de sermos "um pouco donos" dela.
 
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marcelo_r_a

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Oi, @_Mó_ ! Cara, o fato da matéria ser ruim não inválida você ter levantado ela aqui. Pelo contrário. É aí que gera discussão. E é uma discussão extremamente válida entre cervejeiros. Não deve ser taboo.
Os boatos estão na moda, e fazem parte do caso tbm.
Eu, pessoalmente, concordo com você que o caso não está bem explicado, principalmente para o público leigo, ou seja, quase todo mundo.kkkk. E isso, com certeza trás repercussão negativa, pq a imaginação não tem limites.
Mas me coloco tbm no lugar deles, que talvez a própria backer não saiba bem o que aconteceu.
Que eles estejam meio desesperados tbm é compreensível, estando certos ou errados. Teremos que aguardar as investigações para saber as causas.

Mas é importante ressaltar que o incidente na backer não é de forma alguma uma situação sistêmica, ou ligada especificamente à área das cervejas artesanais. Pelo contrário, na verdade, é o tipo de acidente que acontece em grandes fábricas. Seja de cerveja ou suco de maçã. Ou seja, acidente ou sabotagem, é um incidente isolado. Alguma coisa de muito errado aconteceu lá. Isso é fato.
Cerveja é um produto bastante seguro. A legislação, apesar de até então não regular as substâncias anticongelantes, é suficiente no quesito segurança alimentar. Aqui é onde vi mais gente se queixando de quão severa ela é!Kkkk
E é mesmo. Não há qualquer distinção entre as grandes e as pequenas.

Quanto a repercussão do caso, não dá pra saber se a backer vai passar por esse baque, como a Unilever passou no caso que citei do Ades. Mas não dúvido tbm.
Eu faço parte de uma cervejaria cigana no Rio de Janeiro e fizemos uma degustação num supermercado logo após as primeiras mortes. O assunto do dia, é claro, foi o caso da backer, mas vendemos bem...
Acredito que o público da cerveja artesanal, em si, não tende a ver esses incidentes como um problema da área como um todo.

No âmbito da cerveja caseira, podemos tomar como alerta também. A cerveja, em si, é super segura. Então é só não usarmos nada tóxico na elaboração dela, e estamos completamente seguros.
 

dumpa

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28/8/14
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dumpa,

Concordo - esse foi meu posicionamento já quando criei o post. Muita desinformação em geral! Talvez eu devesse apenas ter escolhido outro link.

Quanto a água, quais informações você tem?

Quando a Backer contestou o lauda de água do MAPA? Agora, nas investigações?

Sabe qual é a fonte de água utilizada por eles? Rede municipal? Poço? Mineral?

Grato pela colaboração!
A perícia que a Backer contratou para a análise da água
https://g1.globo.com/mg/minas-gerais/noticia/2020/01/21/perito-contratado-pela-backer-nao-detecta-dietilenoglicol-em-amostras-de-agua-da-fabrica.ghtml

Não tenho mais informações sobre que água usam, como armazenam, essas informações não foram divulgadas e não conheço a cervejaria e seus equipamentos.
 

_Mó_

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Não tenho conhecimento algum em processos de fabricação, mas como perito da Polícia Civil de Minas Gerais estou um pouco "por dentro" do que vem acontecendo em relação à nossa instituição. Como já foi dito a PCMG está tendo que aprender praticamente tudo pois é um caso inédito para nós e nenhuma hipótese, inclusive a sabotagem, foi ainda descartada. Quanto ao citado falso positivo em relação ao dietilenoglicol, os resultados de exames ainda são preliminares e foi constatado que por questões de lucro o fornecedor da Backer misturava dietilenoglicol ao monoetilenoglicol, que é o produto que consta nas notas de compra da empresa. Para muitos de nós, cervejeiros de MG, e para mim em especial é uma situação triste, pois era a Ale da Backer era minha cerveja preferida e tinhamos um certo orgulho de sermos da mesma terra de uma cervejaria muito reconhecida e premiada, é um sentimento de sermos "um pouco donos" dela.
Tomanik,

Importantíssima sua participação aqui no fórum!

Apesar de nem todos fazerem comentários, aqui é possível encontrar grandes profissionais da área para auxiliar em questões técnicas. Creio que todos estamos em busca de informações seguras para compreensão, desenvolvimento mútuo, e a segurança de nossa saúde e de um ramo que revolucionou o mercado e o consumo de cerveja no País: as artesanais.

Não sei se pode comentar algo mais, mas após ver a matéria do G1 postada pelo nosso colega acima, ficam as questões:

Foram realizados testes de vazamentos da camisa - por onde normalmente circulam os anticongelantes - para dentro dos tanques fermentadores? Uma forma de testar seria utilizar água com algum corante sob pressão. Ao observar o líquido colorido no interior do tanque logo conclui-se ser um vazamento desse tipo.

Da mesma forma, foram realizados testes no trocador de calor de contrafluxo? Poderia haver uma fissura por onde a concentração gelada sob maior pressão poderia vazar para dentro do canal do mosto, contaminando o mesmo. São suposições em busca de respostas.

Além da cerveja pronta, a água cervejeira também foi analisada direto na fonte pelo MAPA?

Qual é a fonte de água utilizada? Rede municipal, mineral, poço? Como é o transporte da água?

A composição resultante da mistura do dietilenoglicol com monoetilenoglicol, era utilizado de que forma na produção? Como anticongelante mesmo?

Como a mistura poderia "gerar economia" na produção?

Pessoal do fórum ligados as fábricas, poderiam sugerir pontos a serem averiguados?

Tomanik, obrigado pelas informações que forneceu! Se puder colaborar com algo mais, o fórum agradece!

E se quiser tirar dúvidas, basta digitar e veremos se alguém pode colaborar.
 
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_Mó_

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Oi, @_Mó_ ! Cara, o fato da matéria ser ruim não inválida você ter levantado ela aqui. Pelo contrário. É aí que gera discussão. E é uma discussão extremamente válida entre cervejeiros. Não deve ser taboo.
Os boatos estão na moda, e fazem parte do caso tbm.
Eu, pessoalmente, concordo com você que o caso não está bem explicado, principalmente para o público leigo, ou seja, quase todo mundo.kkkk. E isso, com certeza trás repercussão negativa, pq a imaginação não tem limites.
Mas me coloco tbm no lugar deles, que talvez a própria backer não saiba bem o que aconteceu.
Que eles estejam meio desesperados tbm é compreensível, estando certos ou errados. Teremos que aguardar as investigações para saber as causas.

Mas é importante ressaltar que o incidente na backer não é de forma alguma uma situação sistêmica, ou ligada especificamente à área das cervejas artesanais. Pelo contrário, na verdade, é o tipo de acidente que acontece em grandes fábricas. Seja de cerveja ou suco de maçã. Ou seja, acidente ou sabotagem, é um incidente isolado. Alguma coisa de muito errado aconteceu lá. Isso é fato.
Cerveja é um produto bastante seguro. A legislação, apesar de até então não regular as substâncias anticongelantes, é suficiente no quesito segurança alimentar. Aqui é onde vi mais gente se queixando de quão severa ela é!Kkkk
E é mesmo. Não há qualquer distinção entre as grandes e as pequenas.

Quanto a repercussão do caso, não dá pra saber se a backer vai passar por esse baque, como a Unilever passou no caso que citei do Ades. Mas não dúvido tbm.
Eu faço parte de uma cervejaria cigana no Rio de Janeiro e fizemos uma degustação num supermercado logo após as primeiras mortes. O assunto do dia, é claro, foi o caso da backer, mas vendemos bem...
Acredito que o público da cerveja artesanal, em si, não tende a ver esses incidentes como um problema da área como um todo.

No âmbito da cerveja caseira, podemos tomar como alerta também. A cerveja, em si, é super segura. Então é só não usarmos nada tóxico na elaboração dela, e estamos completamente seguros.
Marcelo,

Concordo plenamente!

E sim, não deve estar sendo nada fácil para a Backer lidar com essa questão. E realmente não estamos aqui para culpar ou julgar ninguém, apenas buscando compreender para depois transmitir a conscientização que for necessária.

Baseado na matéria no link que o @dumpa citou acima, pode-se pensar seriamente em vazamento nos tanques ou no resfriador de contrafluxo.

Aí eu gostaria muito de saber, se for confirmado um vazamento: quem é o fabricante? Se um vazou, quem garante que outros não possam acontecer. Entende? Essas são as preocupações.

Chegou para somar ao fórum também, o @Tomanik, da Polícia Civil de MG. Quem sabe não trás mais dados ou até, não possamos colaborar de alguma forma.

Vamos acompanhar...
 

Tomanik

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13/7/14
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Tomanik,

Importantíssima sua participação aqui no fórum!

Apesar de nem todos fazerem comentários, aqui é possível encontrar grandes profissionais da área para auxiliar em questões técnicas. Creio que todos estamos em busca de informações seguras para compreensão, desenvolvimento mútuo, e a segurança de nossa saúde e de um ramo que revolucionou o mercado e o consumo de cerveja no País: as artesanais.

Não sei se pode comentar algo mais, mas após ver a matéria do G1 postada pelo nosso colega acima, ficam as questões:

Foram realizados testes de vazamentos da camisa - por onde normalmente circulam os anticongelantes - para dentro dos tanques fermentadores? Uma forma de testar seria utilizar água com algum corante sob pressão. Ao observar o líquido colorido no interior do tanque logo conclui-se ser um vazamento desse tipo.

Da mesma forma, foram realizados testes no trocador de calor de contrafluxo? Poderia haver uma fissura por onde a concentração gelada sob maior pressão poderia vazar para dentro do canal do mosto, contaminando o mesmo. São suposições em busca de respostas.

Além da cerveja pronta, a água cervejeira também foi analisada direto na fonte pelo MAPA?

Qual é a fonte de água utilizada? Rede municipal, mineral, poço? Como é o transporte da água?

A composição resultante da mistura do dietilenoglicol com monoetilenoglicol, era utilizado de que forma na produção? Como anticongelante mesmo?

Como a mistura poderia "gerar economia" na produção?

Pessoal do fórum ligados as fábricas, poderiam sugerir pontos a serem averiguados?

Tomanik, obrigado pelas informações que forneceu! Se puder colaborar com algo mais, o fórum agradece!

E se quiser tirar dúvidas, basta digitar e veremos se alguém pode colaborar.
Como diria o Jack Estripador, "vamos por partes"...

Bom inicialmente eu comento pouco pois como já dito não domino sequer o básico da produção industrial e na caseira estou naquele estágio que se deixa de engatinhar, então o fórum para mim ainda é mais uma fonte de informação do que um lugar em que eu possa contribuir. Quanto aos seus questionamentos digo que a PCMG provavelmente não realizará tais testes, eles devem ser conduzidos pelo MAPA, ou alguma outra organização competente uma vez que, apesar de possuirmos engenheiros, inclusive de alimentos, em nosso efetivo não temos especialistas e com base no resultado destes testes cabe ao delegado responsável decidir se houve crime e de quem foi a culpa. Pelo que eu sei através de colegas, uma vez que não trabalho nesta investigação, o monoetilenoglicol seria usado na refrigeração, então creio que sim, seria um anticongelante. Quanto à economia, a informação que tenho é que o dietilenoglicol é mais barato que o monoetilenoglicol, daí a mistura gerar mais lucro ao distribuidor. A empresa inclusive já foi fechada pela vigilância sanitária de Contagem/MG pois não tinha autorização para venda fracionada do monoetilenoglicol. Não sei se a Backer comprava dessa forma, mas é bem possível que a mistura ocorrese nesse fracionamento.
 

marcelo_r_a

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7/2/17
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Marcelo,

Concordo plenamente!

E sim, não deve estar sendo nada fácil para a Backer lidar com essa questão. E realmente não estamos aqui para culpar ou julgar ninguém, apenas buscando compreender para depois transmitir a conscientização que for necessária.

Baseado na matéria no link que o @dumpa citou acima, pode-se pensar seriamente em vazamento nos tanques ou no resfriador de contrafluxo.

Aí eu gostaria muito de saber, se for confirmado um vazamento: quem é o fabricante? Se um vazou, quem garante que outros não possam acontecer. Entende? Essas são as preocupações.

Chegou para somar ao fórum também, o @Tomanik, da Polícia Civil de MG. Quem sabe não trás mais dados ou até, não possamos colaborar de alguma forma.

Vamos acompanhar...
Cara, como foram lotes de vários tanques contaminados, e a água estava contaminada, tudo indica que a contaminação aconteceu no resfriamento do mosto... Eu não conheço a planta da backer, mas os trocadores utilizados na cervejarias são desmontáveis, e o da backer, pelo volume, provavelmente é em dois estágios. Como o @Inglorious Brewers explicou, tbm é comum utilizar a água do resfriamento para brassagem pra aproveitar a energia. Então pode ter sido vazamento, erro humano, ou até sabotagem. Como o @Tomanik bem disse, nada está descartado.
A chance de outro incidente desses acontecer em uma micro cervejaria é a mesma de acontecer em uma fábrica de sucos, ou refrigerante, ou da ambev...
Mas com certeza é importantíssimo que tomemos medidas a partir desta tragédia. Medidas simples podem tornar o processo mais seguro. Se o Mapa adotar a proposta da Abracerva, e proibir o etilenoglicol em cervejarias, o risco de intoxicação diminui. Se colocar corante diminui tbm o risco de contaminação.
 

_Mó_

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13/11/18
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71
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Indaiatuba/SP
Como diria o Jack Estripador, "vamos por partes"...

Bom inicialmente eu comento pouco pois como já dito não domino sequer o básico da produção industrial e na caseira estou naquele estágio que se deixa de engatinhar, então o fórum para mim ainda é mais uma fonte de informação do que um lugar em que eu possa contribuir. Quanto aos seus questionamentos digo que a PCMG provavelmente não realizará tais testes, eles devem ser conduzidos pelo MAPA, ou alguma outra organização competente uma vez que, apesar de possuirmos engenheiros, inclusive de alimentos, em nosso efetivo não temos especialistas e com base no resultado destes testes cabe ao delegado responsável decidir se houve crime e de quem foi a culpa. Pelo que eu sei através de colegas, uma vez que não trabalho nesta investigação, o monoetilenoglicol seria usado na refrigeração, então creio que sim, seria um anticongelante. Quanto à economia, a informação que tenho é que o dietilenoglicol é mais barato que o monoetilenoglicol, daí a mistura gerar mais lucro ao distribuidor. A empresa inclusive já foi fechada pela vigilância sanitária de Contagem/MG pois não tinha autorização para venda fracionada do monoetilenoglicol. Não sei se a Backer comprava dessa forma, mas é bem possível que a mistura ocorrese nesse fracionamento.
Tomanik,

Obrigado pela paciência e informações!

Qualquer novidade, por favor, nos deixe a par.
 

_Mó_

Well-Known Member
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13/11/18
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71
Localização
Indaiatuba/SP
Cara, como foram lotes de vários tanques contaminados, e a água estava contaminada, tudo indica que a contaminação aconteceu no resfriamento do mosto... Eu não conheço a planta da backer, mas os trocadores utilizados na cervejarias são desmontáveis, e o da backer, pelo volume, provavelmente é em dois estágios. Como o @Inglorious Brewers explicou, tbm é comum utilizar a água do resfriamento para brassagem pra aproveitar a energia. Então pode ter sido vazamento, erro humano, ou até sabotagem. Como o @Tomanik bem disse, nada está descartado.
A chance de outro incidente desses acontecer em uma micro cervejaria é a mesma de acontecer em uma fábrica de sucos, ou refrigerante, ou da ambev...
Mas com certeza é importantíssimo que tomemos medidas a partir desta tragédia. Medidas simples podem tornar o processo mais seguro. Se o Mapa adotar a proposta da Abracerva, e proibir o etilenoglicol em cervejarias, o risco de intoxicação diminui. Se colocar corante diminui tbm o risco de contaminação.
Marcelo,

Havia pensado no corante apenas para testes, mas realmente né, por que não utilizar na produção?

Com exceção de stouts que são absurdamente escuras, poderia ser um item a mais de segurança ficando visivelmente perceptível.
 
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