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Hausberg

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Há 5 anos venho produzindo, vendendo e combatendo a praga mundial chamada de "globalização do paladar". A identidade cultural de todas as nações deve ser preservada e estimulada e não há nenhuma eficácia maior que a atuação dos produtores artesanais nesse processo educacional/comercial. Exemplo: quando dizemos que um produto industrial é bom, a expressão popular que mais utilizamos é "nossa, parece feito em casa"... Por isso, faço um apelo aos produtores artesanais: Produzam e vendam! Vendam, mesmo ainda sem as "devidas" regularizações ! Vendam localmente, para amigos, vizinhos!! VENDAM!! Sem medinho, sem paranóia!! Quem paga, respeita. E quem respeita, aprende. Temos de educar o paladar do consumidor! Temos de ocupar espaço nas geladeiras e nas mesas de jantares em família, nos churrascos, nas festas de casamentos, bares, pubs, quintais... Temos uma identidade a desenvolver/preservar! Contra a globalização do paladar, é guerra! Até quando nossa história e cultura serão reféns da ditadura industrial? Até quando suportaremos o sequestro e a destruição do mercado consumidor pelas bigs? Até quando os 1300 "MAPEADOS" e os milhares de produtores artesanais sucumbirão ao ataque sinistro e ao lobby? Até quando esperaremos para nos cooperativarmos? Até quando a Heineken ("a cerveja errada com o marketing certo") será considerada "top"? Até quando toleraremos o estrago "anheuser-inbev"? Até quando suportaremos? Até quando?
 

Gu_MAZZA

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Regulamentação serve pra garantir que quem compra um alimento de produção industrial tenha certeza que é seguro comê-lo, alem de que num problema grave como muitos que já ocorreram essa regulamentação vai dar "nome aos bois" e assim descobrir o culpado do erro.
Senão um zé mané que acabou de começar vai lá e faz qualquer coisa e sai vendendo veneno por ai.


Pra um médico, engenheiro, professor e muitas outras profissões lhe exige um diploma que está dizendo que vc aprendeu e está apto a exercer aquela profissão.
Um cervejaria só poder ser cervejaria se comprovar (regulamentar) que está produzindo algo seguro.

Está certo como é aplicado os impostos, regras e tudo mais? Não sei, mas acho que é isso que deve ser mudado e não sair vendendo um comestível que vc não sabe nem se quem produziu teve a higienização básico.
Por exemplo: Tem um youtuber ensinando a colocar Cianoacrilato (super bonde) na barra magnética usada pra agitar um liquido em propagação ou starter, o vídeo tem mutas curtidas e um monte de gente elogiando a ideia. Tá certo isso? 🤔
 
Última edição:

gmsbh

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24/2/17
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Regulamentação serve pra garantir que quem compra um alimento de produção industrial tenha certeza que é seguro comê-lo, alem de que num problema grave como muitos que já ocorreram essa regulamentação vai dar "nome aos bois" e assim descobrir o culpado do erro.
Senão um zé mané que acabou de começar vai lá e faz qualquer coisa e sai vendendo veneno por ai.


Pra um médico, engenheiro, professor e muitas outras profissões lhe exige um diploma que está dizendo que vc aprendeu e está apto a exercer aquela profissão.
Um cervejaria só poder ser cervejaria se comprovar (regulamentar) que está produzindo algo seguro.

Está certo como é aplicado os impostos, regras e tudo mais? Não sei, mas acho que não e é isso que deve ser mudado e não sair vendendo um comestível que vc não sabe nem se quem produziu teve a higienização básico.
Por exemplo: Tem um youtuber ensinando a colocar Cianoacrilato (super bonde) na barra magnética usada pra agitar um liquido em propagação ou starter, o vídeo tem mutas curtidas e um monte de gente elogiando a ideia. Tá certo isso? 🤔
👏👏👏👏
 

Hausberg

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É uma questão de bom senso a ser adotado por qualquer produtor, de qualquer categoria. O Brasil é maior celeiro de produtos alimentícios artesanais do mundo, como laticínios, panificação, confeitaria e etc... Já comprastes queijo/manteiga do "zé queijeiro"? Comprastes o pão e a empadinha da "Dona Maria"? E o bolo de aniversário da vizinha? Milho cozido na praça? Cachorro-quente no carrinho? Espetinho no buteco? Pastel na feira? Camarão a praia? Queijinho de coalho no espeto? Quantos/quais desses produtos são processados em condições sanitárias "ideais"? O que devemos é retirar das mãos do Estado e de seus lobistas a capacidade de avaliação e escolha/determinação do que é bom ou não para o consumidor. O consumidor deve decidir. Por exemplo, sou fumante e a Phillip Morris é "regulamentada"... será o cigarro seguro?? Será melhor utilizar fumo de corda, produzido nos confins do sertão baiano, cuja secagem é ao ar livre e com lenha selvagem? A ANHEUSER-INBEV utiliza insumos altamente nocivos (causadores de todas as enfermidades conhecidas como delirium tremens, desarranjos intestinais, enxaquecas, ressacas e etc.) e é "regulamentada".... O maior escárnio jurídico do Brasil é estarmos sujeitos aos humores voláteis dos 2 órgãos fiscalizadores/reguladores ANVISA e MAPA que, além de conflitantes entre si, são infraconstitucionais ( o estímulo às atividades empreendedoras e liberdade comercial estão previstas no artigo 5º da CF). Liberdade total é o meu lema, inclusive para permitir que o espectador do youtube aprenda a selecionar sua videoteca, discernindo o que é útil daquilo que não presta. Todas as profissões foram estabelecidas antes de suas regulamentações... por décadas, pedreiros/mestres de obras nunca fizeram um curso sequer e construíram/constroem edificações sólidas e seguras enquanto engenheiros "diplomados", após a "regulamentação" de suas profissões, derrubaram prédios por incompetência/negligência. Liberdade total já!
 

Persevalli

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Mas a ação então não seria trabalhar e fazer pressão para melhorar as inconsistências dos órgãos reguladores? Me custa crer que o caminho é o direito de produzir e vender o que quiser, como quiser, onde quiser nas condições que quiser...
 
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e.cassaro

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É uma questão de bom senso a ser adotado por qualquer produtor, de qualquer categoria. O Brasil é maior celeiro de produtos alimentícios artesanais do mundo, como laticínios, panificação, confeitaria e etc... Já comprastes queijo/manteiga do "zé queijeiro"? Comprastes o pão e a empadinha da "Dona Maria"? E o bolo de aniversário da vizinha? Milho cozido na praça? Cachorro-quente no carrinho? Espetinho no buteco? Pastel na feira? Camarão a praia? Queijinho de coalho no espeto? Quantos/quais desses produtos são processados em condições sanitárias "ideais"? O que devemos é retirar das mãos do Estado e de seus lobistas a capacidade de avaliação e escolha/determinação do que é bom ou não para o consumidor. O consumidor deve decidir. Por exemplo, sou fumante e a Phillip Morris é "regulamentada"... será o cigarro seguro?? Será melhor utilizar fumo de corda, produzido nos confins do sertão baiano, cuja secagem é ao ar livre e com lenha selvagem? A ANHEUSER-INBEV utiliza insumos altamente nocivos (causadores de todas as enfermidades conhecidas como delirium tremens, desarranjos intestinais, enxaquecas, ressacas e etc.) e é "regulamentada".... O maior escárnio jurídico do Brasil é estarmos sujeitos aos humores voláteis dos 2 órgãos fiscalizadores/reguladores ANVISA e MAPA que, além de conflitantes entre si, são infraconstitucionais ( o estímulo às atividades empreendedoras e liberdade comercial estão previstas no artigo 5º da CF). Liberdade total é o meu lema, inclusive para permitir que o espectador do youtube aprenda a selecionar sua videoteca, discernindo o que é útil daquilo que não presta. Todas as profissões foram estabelecidas antes de suas regulamentações... por décadas, pedreiros/mestres de obras nunca fizeram um curso sequer e construíram/constroem edificações sólidas e seguras enquanto engenheiros "diplomados", após a "regulamentação" de suas profissões, derrubaram prédios por incompetência/negligência. Liberdade total já!
Realmente, comparada a outros produtos artesanais a cerveja tem uma regulamentação totalmente desproporcional.
 

Hausberg

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A pressão só é real e eficaz quando vem do consumidor final. Não à toa, os varejistas supervalorizam seus espaços de gôndolas e temem a ocupação pelos artesanais (gôndolas cervejeiras são o espaço mais caro e disputado). O segredo está no varejo, no trabalho de formiguinha, garrafa a garrafa, barril a barril, educando o olhar e a preferência do consumidor e tornando a cerveja artesanal cada vez melhor e mais acessível - enquanto o consumidor não aprender a discernir sobre qualidade e continuar cedendo às imposições do mercado, o número de "inconsistências" entre os órgãos será multiplicado (intencionalmente) e estes ficarão ainda mais blindados para atenderem aos interesses escusos e desleais dos lobistas do monopólio industrial cervejeiro. Liberdade é o lema.
 

Hausberg

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Concordo com o amigo. E como engenheiro faço coro contra a antiquada guilda que temos chamada CREA. E como formado em uma das melhores universidades do país também me revolto e afirmo, universidade é uma fábrica imoral de diplomas, engenheiro é um técnico gourmet.
Tens razão - trabalho numa delas e sei bem do que trata... e além de imoral, recentemente se tornaram "semi-ilegais" - é um verdadeiro estelionato acadêmico utilizar verba pública para oferecer cursos que não formam os profissionais pretendidos... E.t.: *A sabotagem explícita sofrida pela BACKER é o exemplo de quão indigno e sinistro podem ser seus "reguladores", apenas pela vontade/interesse particulares... Salve!
 

marcelo_r_a

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Bom dia!

Há 5 anos venho produzindo, vendendo e combatendo a praga mundial chamada de "globalização do paladar". A identidade cultural de todas as nações deve ser preservada e estimulada e não há nenhuma eficácia maior que a atuação dos produtores artesanais nesse processo educacional/comercial. Exemplo: quando dizemos que um produto industrial é bom, a expressão popular que mais utilizamos é "nossa, parece feito em casa"... Por isso, faço um apelo aos produtores artesanais: Produzam e vendam! Vendam, mesmo ainda sem as "devidas" regularizações ! Vendam localmente, para amigos, vizinhos!! VENDAM!! Sem medinho, sem paranóia!! Quem paga, respeita. E quem respeita, aprende. Temos de educar o paladar do consumidor! Temos de ocupar espaço nas geladeiras e nas mesas de jantares em família, nos churrascos, nas festas de casamentos, bares, pubs, quintais... Temos uma identidade a desenvolver/preservar! Contra a globalização do paladar, é guerra! Até quando nossa história e cultura serão reféns da ditadura industrial? Até quando suportaremos o sequestro e a destruição do mercado consumidor pelas bigs? Até quando os 1300 "MAPEADOS" e os milhares de produtores artesanais sucumbirão ao ataque sinistro e ao lobby? Até quando esperaremos para nos cooperativarmos? Até quando a Heineken ("a cerveja errada com o marketing certo") será considerada "top"? Até quando toleraremos o estrago "anheuser-inbev"? Até quando suportaremos? Até quando?
Cara, vc até tem razão no fundamento disso aí, mas discordo muito da sua avaliação... Mas de boa, hein mano?! Fórum é pra discutir! Mas na amizade!
Primeiro, porque você tá reclamando de "globalização do paladar" em um fórum chamado homebrewtalk... A única coisa nacional aqui somos nós, e Catarina sour (brincadeira, tbm não é kkkk). O resto vem tudo de fora. Isso aqui é globalização purinha... Eu concordo que há um domínio de grandes corporações sobre o mercado mas não tem relação com a globalização, em si. Se for por esse viés, tu tinha que estar defendendo da galera fazer cachaça ao invés das cervejas da moda do último verão estadunidense...
O segundo ponto que discordo é a idéia de que a venda do produto caseiro seja um diferencial em termos de "educação" do público. Essa idéia de que pagar educa ("Quem paga, respeita. E quem respeita, aprende"), com todo o respeito, é um falso silogismo. Via de regra comprar algo pronto não te aproxima do universo de determinada prática, pelo contrário. O que aproxima é fazer. Se vc chamar um amigo pra fazer um churrasco enquanto vcs fazem uma brassagem juntos, ele vai aprender e se integrar ao meio muito mais do que se vc vender sua cerveja pra ele. Veja bem, não sou contra a venda de cerveja caseira, mas não vejo nisso um elemento de educação de consumo como a prática de fazer a própria cerveja. Ensine alguém a fazer sua própria cerveja e vc terá feito algo de bom para o nicho.

É uma questão de bom senso a ser adotado por qualquer produtor, de qualquer categoria. O Brasil é maior celeiro de produtos alimentícios artesanais do mundo, como laticínios, panificação, confeitaria e etc... Já comprastes queijo/manteiga do "zé queijeiro"? Comprastes o pão e a empadinha da "Dona Maria"? E o bolo de aniversário da vizinha? Milho cozido na praça? Cachorro-quente no carrinho? Espetinho no buteco? Pastel na feira? Camarão a praia? Queijinho de coalho no espeto? Quantos/quais desses produtos são processados em condições sanitárias "ideais"? O que devemos é retirar das mãos do Estado e de seus lobistas a capacidade de avaliação e escolha/determinação do que é bom ou não para o consumidor. O consumidor deve decidir. Por exemplo, sou fumante e a Phillip Morris é "regulamentada"... será o cigarro seguro?? Será melhor utilizar fumo de corda, produzido nos confins do sertão baiano, cuja secagem é ao ar livre e com lenha selvagem? A ANHEUSER-INBEV utiliza insumos altamente nocivos (causadores de todas as enfermidades conhecidas como delirium tremens, desarranjos intestinais, enxaquecas, ressacas e etc.) e é "regulamentada".... O maior escárnio jurídico do Brasil é estarmos sujeitos aos humores voláteis dos 2 órgãos fiscalizadores/reguladores ANVISA e MAPA que, além de conflitantes entre si, são infraconstitucionais ( o estímulo às atividades empreendedoras e liberdade comercial estão previstas no artigo 5º da CF). Liberdade total é o meu lema, inclusive para permitir que o espectador do youtube aprenda a selecionar sua videoteca, discernindo o que é útil daquilo que não presta. Todas as profissões foram estabelecidas antes de suas regulamentações... por décadas, pedreiros/mestres de obras nunca fizeram um curso sequer e construíram/constroem edificações sólidas e seguras enquanto engenheiros "diplomados", após a "regulamentação" de suas profissões, derrubaram prédios por incompetência/negligência. Liberdade total já!
Cara, mas isso aí vale pra todo mundo? A liberdade é pra todos? Se vc chegar no hospital e, ao invés de um médico vier te atender o sobrinho do dono do hospital vc vai achar de boa? Ah, mas vc pode procurar outro hospital e ter liberdade de escolha... ???
Se vc pegar um avião, e ao invés do piloto estiver no comando um médico, tá tudo bem, pq vc tem discernimento e vai descer pra procurar outro avião???
Não é porque tem médicos e pilotos ruins que não é importante que haja regulamentação dessas profissões, pelo contrário, pode piorar muito.

Concordo com o amigo. E como engenheiro faço coro contra a antiquada guilda que temos chamada CREA. E como formado em uma das melhores universidades do país também me revolto e afirmo, universidade é uma fábrica imoral de diplomas, engenheiro é um técnico gourmet.
Tens razão - trabalho numa delas e sei bem do que trata... e além de imoral, recentemente se tornaram "semi-ilegais" - é um verdadeiro estelionato acadêmico utilizar verba pública para oferecer cursos que não formam os profissionais pretendidos... E.t.: *A sabotagem explícita sofrida pela BACKER é o exemplo de quão indigno e sinistro podem ser seus "reguladores", apenas pela vontade/interesse particulares... Salve!
Ah, tá... Entendi. E vamos fazer cerveja na borda da terra pq ela é plana, né?!kkkkkk off Topic feio galera! Querer atacar a universidade, e o conhecimento científico num fórum sobre cervejas tá totalmente errado. E além de errado, fala mal de vcs como cervejeiros.
 

Hausberg

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Amizade sempre e interação total!! Vamos lá, respondendo a todos... 1º - "globalização do paladar" é o termo que uso para explicitar que a abrangência do monopólio industrial é tão severa, que impossibilita a grande massa de consumidores de provarem seus sabores regionais. A globalização do mercado é um fato antigo em si que dispensa observações, mas que sirva apenas para interação entre pessoas e acesso às técnicas, insumos... a regionalização e preservação do paladar regional é a estratégia utilizada pelos mais ilustres países da Europa (vide as belgas/trappistas, german pilsner) que, apesar de acesso ao mercado globalizado, perseveram e mantém suas receitas originais, marcas regionais e forte presença local. 2º - Quando digo que é saudável e eficaz "vender para educar", penso na música. Quantos guitarristas despertaram para a música após comprarem os discos de outros músicos? E na cerveja então? Quando comprou sua primeira Guinness/Duvel/HertogJan, não deu vontade de aprender a fazer? Quantos consumidores sequer encontram em gôndolas suas marcas regionais (seja de cerveja ou qualquer outro produto) agora relegadas à pura sobrevivência comercial? O caso de sabotagem na BACKER é o símbolo disto... Há um ditado comercial turco que diz: "Primeiro gostamos porque provamos, e não provamos porque gostamos" (por isso são famosos por serem bons negociadores) ; 3º - O exemplo do hospital/médico citado pelo amigo acima é singular: se és livre e crias um hospital/empresa, suas regras de contratação são/devem ser igualmente livres, inclusive para a seleção de seus colaboradores... agora, comparar a complexidade de uma brassagem artesanal com uma cirurgia cardíaca ou a um pouso de emergência na terra plana (kkkkkkkk), é pueril... além de subestimar o pessoal do RH, né... *E.t.: resido próximo ao município de Holambra (flores)... adivinhem quais foram as primeiras providências pelos holandeses? 1 Criaram a maior cooperativa de floristas da américa latina; 2 Abarcaram o projeto da Straat e cunharam-na de "Straat, a cerveja de Holambra"... essa é a visão da força regional... Fraterno abraço queridos amigos digitais cervejeiros. Todos são bem vindos. A união é a Chave.
 
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pwiens

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Ah, tá... Entendi. E vamos fazer cerveja na borda da terra pq ela é plana, né?!kkkkkk off Topic feio galera! Querer atacar a universidade, e o conhecimento científico num fórum sobre cervejas tá totalmente errado. E além de errado, fala mal de vcs como cervejeiros.
Mano, quem falou em terra plana? Conhecimento científico? Universidade é uma instituição corrompida, assim como o meio academico - se voce tem o orientador certo, puxa o saco da pessoa certa, ter as palavras certas no seu trabalho (sustentabilidade entre outras), seu paper é publicado, voce consegue aquela FAPESP gorda, as portas se abrem, senão, azar o seu.
 

Hausberg

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Segue um exemplar emblemático da preservação do paladar regional com fortes influências holandesas anti-globalização do paladar:

Ver anexo 126715
É isso mesmo! Veja: o estilo é gringo, o nome é gringo, mas a referência é regional! Lembra-se de "linguiças de Bragança", "queijo da canastra" e "pamonhas de Piracicaba" ? Então, a Chave é essa.
 

Hausberg

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Mano, quem falou em terra plana? Conhecimento científico? Universidade é uma instituição corrompida, assim como o meio academico - se voce tem o orientador certo, puxa o saco da pessoa certa, ter as palavras certas no seu trabalho (sustentabilidade entre outras), seu paper é publicado, voce consegue aquela FAPESP gorda, as portas se abrem, senão, azar o seu.
Na mosca!
 

marcelo_r_a

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Amizade sempre e interação total!! Vamos lá, respondendo a todos... 1º - "globalização do paladar" é o termo que uso para explicitar que a abrangência do monopólio industrial é tão severa, que impossibilita a grande massa de consumidores de provarem seus sabores regionais. A globalização do mercado é um fato antigo em si que dispensa observações, mas que sirva apenas para interação entre pessoas e acesso às técnicas, insumos... a regionalização e preservação do paladar regional é a estratégia utilizada pelos mais ilustres países da Europa (vide as belgas/trappistas, german pilsner) que, apesar de acesso ao mercado globalizado, perseveram e mantém suas receitas originais, marcas regionais e forte presença local. 2º - Quando digo que é saudável e eficaz "vender para educar", penso na música. Quantos guitarristas despertaram para a música após comprarem os discos de outros músicos? E na cerveja então? Quando comprou sua primeira Guinness/Duvel/HertogJan, não deu vontade de aprender a fazer? Quantos consumidores sequer encontram em gôndolas suas marcas regionais (seja de cerveja ou qualquer outro produto) agora relegadas à pura sobrevivência comercial? O caso de sabotagem na BACKER é o símbolo disto... Há um ditado comercial turco que diz: "Primeiro gostamos porque provamos, e não provamos porque gostamos" (por isso são famosos por serem bons negociadores) ; 3º - O exemplo do hospital/médico citado pelo amigo acima é singular: se és livre e crias um hospital/empresa, suas regras de contratação são/devem ser igualmente livres, inclusive para a seleção de seus colaboradores... agora, comparar a complexidade de uma brassagem artesanal com uma cirurgia cardíaca ou a um pouso de emergência na terra plana (kkkkkkkk), é pueril... além de subestimar o pessoal do RH, né... *E.t.: resido próximo ao município de Holambra (flores)... adivinhem quais foram as primeiras providências pelos holandeses? 1 Criaram a maior cooperativa de floristas da américa latina; 2 Abarcaram o projeto da Straat e cunharam-na de "Straat, a cerveja de Holambra"... essa é a visão da força regional... Fraterno abraço queridos amigos digitais cervejeiros. Todos são bem vindos. A união é a Chave.
Legal, mano! Vamos continuar então, que continuo discordando muito! Kkkk
Vamos lá, primeiro, vc está usando o termo globalização como sinônimo de massificação. E não são sinônimos. Os produtos com designação de origem controlada tem sempre algo que os diferencia dos demais, e essa característica tem sempre relação direta com o local que são produzidos. E esse não é o caso da cerveja. A IPA da straat não tem nada que a torne única (desculpe straat, nunca tomei). Você fala em "preservação do paladar regional", mas cara, aonde que cerveja artesanal tá no paladar regional do brasileiro?? Escola belga, americana, alemã... Algumas práticas regionais chegaram aqui com migrações, mas a cerveja artesanal, como consumida atualmente, é pura globalização. Tu não tá no homebrewtalk atoa não, mano. A cerveja artesanal aqui segue tudo que acontece no mercado estadunidense.

Segundo, esse exemplo da música é perfeito, mas seu silogismo continua errado. As pessoas não se interessam por música quando compram um disco, as pessoas se interessam por música quando OUVEM o disco. O disco pode ser emprestado, achado, roubado, a relação comercial não importa. O ato de comprar não tem relação com gostar da música. Óbvio que não dá pra gostar de algo que vc não conhece. Mesma coisa a cerveja. Vc propagar sua cerveja entre seus amigos é muito legal. Vender, só te ajuda a colocar um dinheiro no bolso. E veja bem, não tenho nada contra vc vender.
Mas, ao mesmo tempo, há um outro lado nisso. Como vc vende seu produto sem pagar impostos, acaba concorrendo de forma desleal com pequenos produtores que formalizaram seu negócio e pagam uma carga tributária altíssima. Não sei como é aí onde vc mora, mas dependendo do nicho de mercado, vc pode estar até contribuindo pra tirar os pequenos das prateleiras do super mercado de vez.

Terceiro, não se trata de comparar a complexidade de uma cirurgia com uma brassagem... Mas entender que a regulação de determinadas atividades é fundamental. No caso da produção de bebidas, eu não tenho dúvidas sobre a necessidade de um responsável técnico. E eu tenho certeza que precisa pois trabalho em cervejaria e vejo o RT trabalhando.
 

marcelo_r_a

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Mano, quem falou em terra plana? Conhecimento científico? Universidade é uma instituição corrompida, assim como o meio academico - se voce tem o orientador certo, puxa o saco da pessoa certa, ter as palavras certas no seu trabalho (sustentabilidade entre outras), seu paper é publicado, voce consegue aquela FAPESP gorda, as portas se abrem, senão, azar o seu.
Esses Off Topics não são legais, cara. Seu post já não tem relação com cerveja. Essa é sua experiência pessoal e não reflete a realidade. Se cada um aqui for dar a opinião do que acha de cada âmbito da vida vai ficar chato.
 

Hausberg

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Legal, mano! Vamos continuar então, que continuo discordando muito! Kkkk
Vamos lá, primeiro, vc está usando o termo globalização como sinônimo de massificação. E não são sinônimos. Os produtos com designação de origem controlada tem sempre algo que os diferencia dos demais, e essa característica tem sempre relação direta com o local que são produzidos. E esse não é o caso da cerveja. A IPA da straat não tem nada que a torne única (desculpe straat, nunca tomei). Você fala em "preservação do paladar regional", mas cara, aonde que cerveja artesanal tá no paladar regional do brasileiro?? Escola belga, americana, alemã... Algumas práticas regionais chegaram aqui com migrações, mas a cerveja artesanal, como consumida atualmente, é pura globalização. Tu não tá no homebrewtalk atoa não, mano. A cerveja artesanal aqui segue tudo que acontece no mercado estadunidense.

Segundo, esse exemplo da música é perfeito, mas seu silogismo continua errado. As pessoas não se interessam por música quando compram um disco, as pessoas se interessam por música quando OUVEM o disco. O disco pode ser emprestado, achado, roubado, a relação comercial não importa. O ato de comprar não tem relação com gostar da música. Óbvio que não dá pra gostar de algo que vc não conhece. Mesma coisa a cerveja. Vc propagar sua cerveja entre seus amigos é muito legal. Vender, só te ajuda a colocar um dinheiro no bolso. E veja bem, não tenho nada contra vc vender.
Mas, ao mesmo tempo, há um outro lado nisso. Como vc vende seu produto sem pagar impostos, acaba concorrendo de forma desleal com pequenos produtores que formalizaram seu negócio e pagam uma carga tributária altíssima. Não sei como é aí onde vc mora, mas dependendo do nicho de mercado, vc pode estar até contribuindo pra tirar os pequenos das prateleiras do super mercado de vez.

Terceiro, não se trata de comparar a complexidade de uma cirurgia com uma brassagem... Mas entender que a regulação de determinadas atividades é fundamental. No caso da produção de bebidas, eu não tenho dúvidas sobre a necessidade de um responsável técnico. E eu tenho certeza que precisa pois trabalho em cervejaria e vejo o RT trabalhando.
Fala Marcelo! kkkkkk discordar é sempre bom, por isso gosto de fóruns!... Considere o pífio imaginário nacional. O Brasil é um país onde, historicamente, a absorção de conceitos e culturas internacionais foi/é mais rapidamente adaptado e redefinido, vide a associação da imagem da cerveja Pilsner (clássica, tradicional, respeitada e copiada mundialmente) com as práticas populares nas trindades publicitárias "samba, suor e cerveja" ou "carnaval, futebol e cerveja" que tanto banalizaram o estilo - e na música, o mesmo se deu: dos passos do funk original de James Brown para "Mc fulano" e seus "passinhos" no RJ... é esta tendência contra qual luto; o que realmente importa é reeducarmos este imaginário e permitir que o consumidor associe a cerveja artesanal (de qualquer estilo/escola) à sua identidade local. O caso da Straat (hoje instalada na antiga planta da Schornestein), é isso; nomes e estilos gringos mas com forte identidade e associação regional; a BACKER vinha/vem nesta mesma trilha, a Schornestein/Sul, idem... a globalização do mercado é um fato maravilhoso em si e a melhor oportunidade para reeducarmos o consumidor e aí sim fazer com que a cerveja artesanal esteja, de fato, presente no paladar regional. É um trabalho árduo mesmo... Quanto à venda/impostos, refleti: pago impostos sim, já embutidos em todos os equipamentos e insumos adquiridos de pequenos varejistas locais que, não fossem pelos cervejeiros artesanais, jamais fariam sua participação no mercado industrial; a questão primordial é: das gôndolas do varejo local, o produtor artesanal foi varrido, seja pela frágil economia nacional+alta carga tributária ou então pelo simples interesse monetário do varejista/supermercado, amplamente bonificado pelas bigs em negociações para lá de escusas, com direito à sonegações de impostos indizíveis - o Extra, a InBev pagam direitinho? sqn... kkkkkkk... a única coisa desleal, de fato, é ver os órgãos "reguladores" concederem anos de isenção tributária à uma bilionária AmBev (por isso são bilionários!) enquanto esfolam o pequeno produtor/ artesanal com a famigerada e invencível avalanche burocrático-econômica; sonegar impostos no Brasil é quase uma obrigação para quem quer sobreviver no mercado, principalmente no industrial. Quanto ao técnico responsável, é óbvia sua alta relevância em qualquer área - como tratamos aqui de produção artesanal, minha percepção é de que precisamos também entender e definir o que é "artesanal"; comparada à produção de uma InBev, Miller, qualquer produção nacional de menor porte pode ser considerada "artesanal"? Existem plantas cervejeiras que receberam aportes financeiros milionários e não são, de fato, "artesanais", apenas produzem litragens proporcionalmente pífias em comparação com as bigs mas possuem uma planta completamente industrializada (Backer, por exemplo). E.t.: trabalho num programa universitário de formação para profissionais de Ciências e Matemática e sou um amante do conhecimento em si; por isso, não pense que sou contrário à formação/atuação de técnicos; eu os formo, ok? Sou apenas contra os 2 agentes reguladores burocráticos, só. Grande abraço!
 

marcelo_r_a

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Fala Marcelo! kkkkkk discordar é sempre bom, por isso gosto de fóruns!... Considere o pífio imaginário nacional. O Brasil é um país onde, historicamente, a absorção de conceitos e culturas internacionais foi/é mais rapidamente adaptado e redefinido, vide a associação da imagem da cerveja Pilsner (clássica, tradicional, respeitada e copiada mundialmente) com as práticas populares nas trindades publicitárias "samba, suor e cerveja" ou "carnaval, futebol e cerveja" que tanto banalizaram o estilo - e na música, o mesmo se deu: dos passos do funk original de James Brown para "Mc fulano" e seus "passinhos" no RJ... é esta tendência contra qual luto; o que realmente importa é reeducarmos este imaginário e permitir que o consumidor associe a cerveja artesanal (de qualquer estilo/escola) à sua identidade local. O caso da Straat (hoje instalada na antiga planta da Schornestein), é isso; nomes e estilos gringos mas com forte identidade e associação regional; a BACKER vinha/vem nesta mesma trilha, a Schornestein/Sul, idem... a globalização do mercado é um fato maravilhoso em si e a melhor oportunidade para reeducarmos o consumidor e aí sim fazer com que a cerveja artesanal esteja, de fato, presente no paladar regional. É um trabalho árduo mesmo... Quanto à venda/impostos, refleti: pago impostos sim, já embutidos em todos os equipamentos e insumos adquiridos de pequenos varejistas locais que, não fossem pelos cervejeiros artesanais, jamais fariam sua participação no mercado industrial; a questão primordial é: das gôndolas do varejo local, o produtor artesanal foi varrido, seja pela frágil economia nacional+alta carga tributária ou então pelo simples interesse monetário do varejista/supermercado, amplamente bonificado pelas bigs em negociações para lá de escusas, com direito à sonegações de impostos indizíveis - o Extra, a InBev pagam direitinho? sqn... kkkkkkk... a única coisa desleal, de fato, é ver os órgãos "reguladores" concederem anos de isenção tributária à uma bilionária AmBev (por isso são bilionários!) enquanto esfolam o pequeno produtor/ artesanal com a famigerada e invencível avalanche burocrático-econômica; sonegar impostos no Brasil é quase uma obrigação para quem quer sobreviver no mercado, principalmente no industrial. Quanto ao técnico responsável, é óbvia sua alta relevância em qualquer área - como tratamos aqui de produção artesanal, minha percepção é de que precisamos também entender e definir o que é "artesanal"; comparada à produção de uma InBev, Miller, qualquer produção nacional de menor porte pode ser considerada "artesanal"? Existem plantas cervejeiras que receberam aportes financeiros milionários e não são, de fato, "artesanais", apenas produzem litragens proporcionalmente pífias em comparação com as bigs mas possuem uma planta completamente industrializada (Backer, por exemplo). E.t.: trabalho num programa universitário de formação para profissionais de Ciências e Matemática e sou um amante do conhecimento em si; por isso, não pense que sou contrário à formação/atuação de técnicos; eu os formo, ok? Sou apenas contra os 2 agentes reguladores burocráticos, só. Grande abraço!
Mano, e mesmo discordando muito do que vc diz, eu acho que vemos um mesmo problema. Nós concordamos que a ação predatória de grandes corporações é movida por interesses econômicos que não convergem com os interesses do consumidor. Acho que o mesmo problema incomoda nós dois, mas temos visões de mundo tão diferentes que a cada post seu vc diz algo novo que eu não concordo... Kkkkk Tu veio com uma pegada Adorniana agora, que se estivéssemos tendo essa conversa em um boteco, rendia uns dois engradados de breja! Ô saudade do boteco....
Abs!
 

gabrielskin

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15/9/20
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Considere o pífio imaginário nacional. O Brasil é um país onde, historicamente, a absorção de conceitos e culturas internacionais foi/é mais rapidamente adaptado e redefinido, vide a associação da imagem da cerveja Pilsner (clássica, tradicional, respeitada e copiada mundialmente) com as práticas populares nas trindades publicitárias "samba, suor e cerveja" ou "carnaval, futebol e cerveja" que tanto banalizaram o estilo - e na música, o mesmo se deu: dos passos do funk original de James Brown para "Mc fulano" e seus "passinhos" no RJ... é esta tendência contra qual luto; o que realmente importa é reeducarmos este imaginário e permitir que o consumidor associe a cerveja artesanal (de qualquer estilo/escola) à sua identidade local.
Cara, não entendi muito bem onde tá o problema da "absorção de conceitos e culturas internacionais" e uma correlação que dá a entender que o brasileiro importa e "deteriora" as coisas...

Vejo de uma forma muito diferente: a formação da cultura no BR, principalmente nos espaços urbanos, foi (e segue sendo) bastante pautada numa busca por uma "europeização", importando lá de fora dentro de um conceito qualitativo de cultura que já foi ultrapassado (como se a cultura de lá fosse "melhor" que a daqui, e isso não existe). Enxergo essas "adaptações" como uma forma muito legal, e até resistente, de colocar um dedo brasileiro no que se importa lá de fora, não aceitando a forma puramente gringa que as elites tanto tentaram importar.

Deixar de se emancipar desse conceito qualitativo de cultura - como se as pilsners abrasileiradas fossem inerentemente piores que as tchecas/alemãs, sendo que caíram em graça aqui e são amplamente consumidas (inclusive em âmbito artesanal, não é só coisa da grande indústria, viu - ou pergunta pra galera que toca microcervejaria quais são os estilos com maior rodagem rs) ou que o funk brasileiro fosse inerentemente pior que o do James Brown, é incorrer não só nesse conceito arcaico de cultura como também em viralatismo, preconceito e até racismo, pq não?

(Aliás, parênteses importante aqui: o funk brasileiro não tem nada a ver com o funk do James Brown, se aproxima muito mais do freestyle/miami bass americano na origem do funk melody, incorporando posteriormente elementos como o batidão de atabaque pra adquirir a identidade genuinamente brasileira do "baile funk" que tem hoje e os gringos tanto pagam pau).
 
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